sábado, 16 de outubro de 2010

AS SETE REGRAS DE PARACELSO

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AS SETE REGRAS DE PARACELSO

1. Melhorar a saúde. 

Para tal há que respirar com a maior freqüência possível, de forma profunda e rítmica, enchendo bem os pulmões, ao ar livre ou assomado a uma janela. Beber diariamente dois litros de água, comer muitas frutas, mastigar os alimentos do modo mais perfeito possível, evitar o álcool, o tabaco e os medicamentos, a menos que estejas submetido a algum tratamento por alguma causa grave. Tomar banho diariamente, é um hábito que deves à tua própria dignidade.

2. Despego absoluto de teu ânimo, por mais motivos que existam, a toda idéia de pessimismo, rancor, ódio, tristeza, vingança e pobreza.
 
Fugir como se fosse da peste, de todas as pessoas maledicentes, viciosas, ruins, indolentes, invejosas, vaidosas ou vulgares e inferiores por natureza baixa de entendimento ou por tópicos sensualistas que formam a base de seus discursos ou ocupações. O cumprimento desta regra é de importância decisiva: trata-se de mudar a contextura espiritual da tua alma. É o único meio de mudar o teu destino, pois este depende de nossos atos e pensamentos. O azar não existe.

3. Faz todo o bem possível.
 
Auxilia a todo o desgraçado sempre que possas, mas jamais tenhas debilidades por nenhuma pessoa. Deves cuidar de tuas próprias energias e fugir de todo o sentimentalismo.

4. Há que esquecer toda a ofensa, mais ainda: esforça-te por pensar bem do maior inimigo.

A tua alma é um templo que jamais deve ser profanado pelo ódio. Todos os grandes seres deixaram-se guiar por essa suave voz interior. No entanto não te falará logo, tens que preparar-te por um tempo; destruir as supostas capas de velhos hábitos, pensamentos, e erros que pesam sobre o teu espírito, que é divino e perfeito em si, mas impotente pelo imperfeito do veículo que lhe ofereces hoje para manifestar-se. A carne é fraca.

5. Deves recolher-te todos os dias onde ninguém te possa perturbar, nem mesmo por meia hora, sentar-te o mais comodamente possível com os olhos meio fechados e não pensar em nada.

Isto fortifica energeticamente o cérebro e o espírito e te porá em contato com as boas influências, neste estado de recolhimento e silêncio, acontece ocorrer por vezes idéias luminosas, susceptíveis de mudar toda uma existência. Com tempo todos os problemas que se apresentam serão resolvidos vitoriosamente por uma voz interior que te guiará em tais instantes de silêncio, a só com a tua consciência. Esse é o daimon que falava Sócrates.

6. Deves guardar absoluto silêncio de todos os teus assuntos pessoais.

Absteres-te, como se tivesses feito julgamento solene, de dizer aos outros, ainda que sejam os teus mais íntimos, tudo o que pensas, ouças, saibas, aprendas, suspeitas ou descubras. Por um tempo alargado deverás ser como uma casa cercada ou um jardim selado. É regra de suma importância.

7. Jamais temas os homens nem te inspire sobressalto o dia de amanhã.

Tem a tua alma forte e limpa e tudo te sairá bem. Jamais só nem débil, porque há detrás de ti exércitos poderosos, que não imaginas nem em sonhos. Se elevares o teu espírito não existirá mal que te possa tocar. O único inimigo a quem deves temer é a ti mesmo.
O medo e a desconfiança no futuro são mães funestas de todos os fracassos, atraem as más influências e com elas o desastre. Se estudares atentamente as pessoas de boa sorte, verás que intuitivamente, observam grande parte das regras que antecedem. Muitas das que chegam a grande riqueza, é certo que não são de todo boas pessoas, no sentido reto, no entanto possuem muitas virtudes que em cima se mencionam.
Por outro lado, a riqueza não é sinônimo de virtude; pode ser um dos fatores que a ela conduz, pelo poder que nos dá para exercer grandes e nobres obras; no entanto a virtude mais duradoura só se consegue por outros caminhos; ali onde nunca impera o antigo Satã da lenda, cujo verdadeiro nome é o egoísmo.
Jamais te queixes de nada, domina os teus sentidos; foge tanto da humildade como da vaidade. A humildade te tirará forças e a vaidade é tão nociva, que é como se dissesses-mos: pecado mortal contra o espírito santo.

Por Paracelso

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