quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ORIXÁS UNIVERSAIS E CÓSMICOS

Orixás Universais:
São considerados passivos pois atuam no sentido de ressaltar as qualidades já encontradas no ser, são multi-coloridos e assim valorizando as cores originais de algo ou alguém; irradiam-se em todos os padrões vibratórios e chegam a todos.

Orixás Cósmicos:
São considerados ativos pois atuam de forma intensiva a fim de transformar o ser, são monocromáticos e “impõem as suas cores a tudo o que tocam ou trespassam” chegando a alterar a cor original de algo ou alguém; irradiam-se em um único padrão vibratório e só chegam a quem estiver vibrando no mesmo padrão.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A importância da educação mediúnica Mitos e Preconceitos


 “Desenvolver a mediunidade não significa dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar alguém a assumir conscientemente o Dom com o qual foi ungido. Ao contrário do que apregoam, mediunidade não é punição, e sim benção divina, concedida ao espírito no momento em que encarna.”
A educação mediúnica é de suma importância para quem realiza práticas magísticas ou religiosas de fundo espiritual, espiritualista ou espiritualizador.
Quando alguém adentrar pela primeira vez num templo de Umbanda, notará que os praticantes fazem certas saudações rituais de significado ou valor por eles desconhecidos. O comportamento exterior dos praticantes se altera, eles se tornam diferentes dentro do recinto consagrado às práticas religiosas.
Tudo isto faz parte de educação mediúnica e os comportamentos têm de estar afinizados com o que se realiza dentro de um espaço consagrado.
Mas até aqui, ainda estamos abordando aspectos exteriores da formação religiosa, pois ao nos voltarmos para o interior dela, deparamo-nos com a educação mediúnica. Para colocar o médium em sintonia com o mundo invisível, cria-se toda uma pré-disposição às manifestações espirituais e aos rituais magísticos.
A educação mediúnica é muito importante, pois só se reeducando internamente um médium alcança níveis vibratórios mentais e conscienciais que lhe facultam os níveis espirituais superiores a sintonização mental com seu mestre individual a neutralização de possíveis vícios antagônicos (fumo e álcool, utilizados nos trabalhos) com as práticas religiosas e a compreensão ou percepção do que está acontecendo à sua volta, mas que não está visível, assim como do que está acontecendo dentro de seu campo mediúnico. Quando bem educado mediunicamente, sua sensitividade é capaz de identificar presenças positivas ou negativas que adentram em seus limites vibratórios.
Aí temos em poucas linhas, um apanhado de como a boa educação mediúnica auxilia os praticantes ou médiuns.
Mitos
Os mitos sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.
É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que aquele que não a desenvolve. Isto é uma verdade somente se aquele que se desenvolveu mediunicamente também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu sobre seus compromissos.  Uma vez que  adquiriu um poder relativo,  começa a se chocar com um poder absoluto, que é a Lei de Ação e Reação; assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.
Portanto, quando o assunto é mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um  fim em si mesmo, mas sim  tão somente um meio.
Preconceitos
Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades  divulgadas à solapa por desconhecedores das religiões espiritualistas.
Vamos a algumas colocações correntes que pululam no meio religioso:
·        a mediunidade é uma provação purgatória;
·        a mediunidade é uma punição cármica;
·        a mediunidade escraviza os médiuns;
·        a mediunidade limita o ser.
Comecemos por desmentir estas colocações negativas:
1 – mediunidade não é uma provação purgatória, mas sim uma provação Divina e um Dom que aflorou no ser que alcançou uma certa etapa evolutiva e assumiu um compromisso no plano astral antes de encarnar. Se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;
2 – não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;
3 – não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimento;
4 – não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade;
Para concluir, podemos dizer que a mediunidade, por ser um Dom, tem de ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!
(texto extraído do livro “O Código de Umbanda”, pág. 589.)

 Pai Rubens Saraceni.

A "Saída" dos Orixás



Então chegou o momento que Olorun determinou que os seus filhos e filhas Orixás iniciassem a saída de sua morada interior e começassem a ocupar sua morada exterior.
A Oxalá coube a primazia, porque ao sair, ele que é o espaço em si mesmo, cria­ria o meio ou o espaço indispensável para que os outros Orixás pudessem se deslocar e dar início à concretização de sua morada exterior com a criação dos mundos que seriam ocupados pelos seres espirituais.
Não foi fácil para nenhum dos Orixás deixar de viver na morada interior, no ín­timo do Divino Criador Olorun.
Para Oxalá foi mais difícil ainda, porque ele, o primogênito, iniciaria a saída. Quan­do se viu diante do portal de saída, virou-se e contemplou mais uma vez o rosto de Olorun que o contemplava com os olhos fixos e sérios, como a dizer-lhe: “Vá em frente, meu filho! Eu sou você por inteiro e você é parte de mim.”
Oxalá olhou cada um dos seus irmãos e irmãs divinos, e dos olhos deles corriam lágrimas.
Ele curvou-se, cruzou o solo divino que ainda pisava, tocou-o com a testa, beijou-o, e dos seus olhos caíram lágrimas que cintilaram ao tocá-lo.
E ali suas lágrimas ficaram incrustadas no solo, como uma marca de sua partida. E, em cima dele muitas outras lágrimas haveriam de ser derramadas pelos outros Orixás, a medida que fossem partindo.
Oxalá levantou e virou-se novamente para o portal. E, já resoluto, avançou por ele com passos firmes mas, a medida que foi saindo, seu corpo explodiu e um clarão ofuscante que se projetou no infinito, clareando em volta da morada exterior do nosso Divino Criador Olorun.
E Oxalá curvou-se após ter dado o primeiro passo e cruzou o espaço à sua frente. Então levantou, já não tão ereto como quando saíra, deu um segundo pas­so e aí se curvou e cruzou o espaço à sua frente pela segunda vez... e quando Oxalá se curvou pela sétima vez e cruzou o es­paço a sua frente, já não conseguiu se levantar senão só um pouco, e ainda assim porque apoiava-se em seu cajado, que é o eixo sustentador do mundo manifestado, denominado paxorô.
Ele voltou-se na direção em que fica­va a sua morada interior e já não a viu, pois o que viu foi o espaço vazio in­fi­nito em sua volta. E ele olhou para toda a sua volta e não viu nada além do espaço vazio.
Então, o peso da sua responsabilidade foi tanto, que ele caiu de joelhos e com a voz embargada emitiu essas frases:
- Pai, por que fez isso comigo se o amo tanto?
- Pai, por que separou-me de você, se me sinto parte do senhor?
- Pai, sem o senhor eu sou o que vejo em minha volta, nada, meu pai amado!
- Por que, meu pai amado?
E Oxalá, de joelhos e apoiado em seu cajado, chorou o mais dolorido pranto já ouvido desde então na mo­rada exterior. E todos os outros Orixás, que es­tavam do lado de dentro da morada interior e o viam a apenas sete passos do portal de saída, emo­cio­naram-se tanto com o pranto dele, que também se ajoelharam e chora­ram o mais sentido dos cho­ros, pois tanto choraram a angústia dele quan­to a que sen­tiam, porque tam­bém teriam que deixar a morada interior.
Olorun, vendo todos os Ori­xás ajoelhados e chorando, ordenou:
- Meu filho Ogun, o espaço já existe na minha morada exterior. Agora é sua vez de levar para ela o seu mistério e abrir os caminhos para que seus irmãos e irmãs possam segui-los em segurança o viven­ciarem os destinos que reservei para cada um. Siga sempre em frente, pois já existe um caminho feito por mim e trilhado por Oxalá. E, ainda após você dar o sétimo pas­so só veja o espaço infinito em sua volta e nada mais, no entanto, onde seu pé direito pousar no seu sétimo passo, ali se iniciará o caminho que o conduzirá até onde ele se encontra agora.
- Meu amado pai Olorun, eu vejo meu amado irmão bem ali, ajoelhado diante do portal de saída dessa sua morada, meu pai!
- Ogun, assim que você der o primeiro passo depois da soleira desse portal você só verá o vasto e infinito espaço vazio, à sua volta. Não titubeie pois só encontrará o caminho que o levará até Oxalá, caso de sete passos resolutos, meu filho.
- Assim diz o meu pai e meu Divino Criador Olorun, assim farei, meu pai ama­do!
E Ogun despediu-se e cruzou o portal de saída. E quando deu o primeiro passo e olhos à sua direita e à sua esquerda e na­da viu além do espaço ainda vazio, mas infinito em todas as direções, um tremor percorreu-lhe o corpo de cima para baixo. Mas ele continuou a caminhar.
E ao dar o sétimo passo com o seu pé direito, Ogun ajoelhou-se e cruzou o espaço vazio diante dos seus pés. E cruzou o espaço acima da sua cabeça; e cruzou o espaço a sua frente; e cruzou o espaço a suas costas; e cruzou o espaço a sua direita; e cruzou o espaço a sua esquerda... e viu seu irmão Exu, que deu uma gar­ga­lha­da e, à guisa de saudação, falou-lhe:
- Ogun, meu irmão! Que bom vê-lo aqui do lado de fora da morada do nosso pai e nosso Divino Cria­dor Olorun! Por que você demorou tanto para sair?
- Exu,é bom revê-lo, meu irmão! O que você faz por aqui?
- O que eu faço por aqui?
- Foi o que lhe perguntei, Exu.
- Eu já ando por aqui há tanto tempo, que eu nem sei a quanto tempo eu ando por aqui, sabe?
- Não sei não. Explique-se, Exu!
- Ogun, lá vem você com seus pedi­dos de explicação de novo!
- Explique-se, está bem?
- Já que você insiste, digo-lhe que é por causa do fator adiantador que gero, sabe?
- Não sei não, Que fator é esse?
- Bom, até onde eu já sei, ele faz com que eu chegue sempre adiantado nos acontecimentos e este é um acon­te­cimento e tanto, não?
- Que é um acontecimento e tanto, disso não tenho dúvidas. Mas, como você chegou aqui, se só Oxalá havia saído?
- Ah, Oxalá passou por aqui mas, como ele estava muito triste e derramando lágrimas, eu achei melhor ir até ele quando ele deixar de derramar lágrimas. Afinal, eu gero o fator hilariador, não o entristecedor, sabe?
- Já estou sabendo... porque Exu ri até sem motivos.
- Ogun, a falta de motivos para se rir é algo hilário, ainda que muitos pensem o contrário. Mas, se irmos atrás dos motivos da falta de risos, aí vemos que é algo tão tolo, que se torna hilário.
- É se Exu está adiantado e diz isso, então você já sabe de algo que logo des­cobrirei, certo?
- Foi o que eu disse, Ogun.
- Então Oxalá não tinha nenhuma ra­zão para sentir-se tão triste e angustiado. É isso, Exu?
- Não mesmo Ogun! Logo logo, isso aqui estará fervilhando, de tantos seres que estão à espera da concretização dos mundos que todos os que ficarem na mo­rada interior desejarão vir para cá. E isto aqui estará tão cheio, que muitos desejarão retornar à ela, sabe?
- Ainda não sei, mas, se você, que chegou aqui antes do espaço existir, e não sei como, está dizendo, então logo saberei.
- E então, para onde você está indo, Ogun meu irmão à minha direita?
- Vou até onde está Oxalá, Exu.
- Posso acompanhá-lo?
- Pode sim, com você ao meu lado esquerdo, creio que não me sentirei tão só, não é mesmo?
- Se é Ogun! Comigo no seu lado esquerdo ninguém nunca se sentirá só.
- Então vamos, Exu. Já vejo o caminho que conduz até Oxalá.
- Você vai seguir os passos dele?
- Vou, Exu.
- Você não quer seguir por uma caminho alternativo que é mais curto?
- Caminho alternativo? Que caminho é esse?
- É um atalho, um desviozinho! Mas leva até ele do mesmo jeito, certo?
- Errado, Exu! Atalhos ou desvio­zinhos podem levar a muitos lugares, mas nunca levarão alguém até Oxalá ou qual­quer outro lugar, pois todos eles levam aos seus domínios, que estão localizados na vazio. Isso sim, é certo!
- Tudo bem que isso é certo. Mas uma passadinha nos meus domínios não faz mal a ninguém, sabe?
- Não sei e não quero saber. Quem quiser que siga seus convites. Vamos?
- Vamos para onde?
- Ao encontro de Oxalá, oras!
- Não, não!
- Por que não?
- Esse caminho que leva a Oxalá é muito reto, é retíssimo mesmo! E Exu só trilha caminhos tortos ou tortuosos, sei lá!
- Até a vista, Exu!
Ogun seguiu o caminho que conduzia até Oxalá. Logo chegou onde ele estava. Após saudá-lo cruzando o solo e o espaço à frente dele, levantou-se e os dois abra­çaram-se.
Então ficaram no aguardo da chegada dos outros Orixás que não demoraram a chegar. E quando passou muito tempo sem mais nenhum outro aparecer, inicia­ram suas funções de poderes criadores na morada exterior do nosso Divino Cria­dor, gerando essas e muitas outras lendas sobre eles, que contaremos em outro livro.

Texto extraído do livro
“Lendas da Criação - A saga dos Orixás” de Rubens Saraceni, Editora Madras.
 Pai Rubens Saraceni.

Magnetismo: os pontos de forças e os Símbolos Sagrados


O símbolo sagrado adotado por uma religião é um signo que identifica ou oculta qual dos sete Tronos Ancestrais está dando sustentação magnética, vibratória e energética a ela, certo?
Pois bem! Com isto em mente, vamos abordar alguns símbolos e compará-los com os magnetismos dos Tronos. Saibam que “Tronos” é uma classe de divindades que têm no próprio nome (Trono) a sua identificação, porque são as divindades “assentadas” nos pólos magnéticos das linhas de forças e nas correntes eletromagnéticas. Um Trono é uma divindade efetivamente assentada num Trono Energético cujo magnetismo o distingue de todos os outros Tronos. Regente vem de rei, aquele que rege, dirige, comanda, direciona, etc.
Trono é o assento mais alto de uma hierarquia. Logo, todas as divindades regentes estão assentadas em seus Tronos, de onde regem a evolução dos seres que se colocam sob o amparo de suas irradiações energo-magnéticas. Anjos não são tronos, pois formam outra classe de divindades e atuam apenas mentalmente sobre os seres. Não são, portanto, divindades assentadas.
Já os “Orixás” são Tronos porque são divindades assentadas em Tronos Energéticos, localizados nos pólos magnéticos das linhas de forças e das correntes eletromagnéticas. Existem duas categorias de Tronos, os Tronos fixos e os Tronos móveis. Os Tronos fixos estão assentados nos vórtices planetários multidimensionais e nunca se afastam deles. Já os Tronos Móveis absorvem em seus íntimos o Trono Energético onde se assentaram e o trazem em si mesmos, só o desdobrando ou exteriorizando em casos muitos especiais. No Ritual de Umbanda Sagrada, quando se assenta o Orixá de um médium, esta se criando no padrão vibratório material uma correspondência energética e um ponto magnético análogo ao que o orixá traz em si mesmo, embora seja um ponto de forças fixo e limitado à capacidade mental do médium e às suas necessidades magísticas.
Nunca o assentamento do orixá de um médium será mais forte do que seu poder mental. E nunca o médium terá mais recursos à sua disposição do que os que sua própria evolução já lhe faculta ou que ele já é capaz de ativar mentalmente. Sim, porque seria temerário o Orixá de um médium conceder-lhe poderes maiores que os que ele já desenvolveu em seu mental nas suas muitas encarnações.
A limitação imposta aos médiuns visa conte-los em suas vaidades pessoais, e também preservar seu Orixá “individual”, que assim não fica exposto aos choques energéticos que acontecem sempre que seu poder é ativado por seu médium magista. Muitos sabem tão pouco sobre os orixás que não associaram “assentamento” com “Tronos” e com “pontos de forças”! O fato é que os pontos de forças da natureza, tais como os conhecemos na Umbanda, são pontos de geração e ou irradiação de energias e altamente magnéticos.
Uma cachoeira gera energias; Um rio irradia energias; Uma árvore gera energias; O mar gera energias;
As ondas descarregam as energias geradas pelo mar; Uma pedreira gera energias; Uma pedra irradia as energias geradas pela pedreira. Bom, uma cachoeira é um ponto de forças natural e as energias que são geradas nas quedas da água energizam-na e a tornam irradiadora de energias “minerais-aquáticas”.
Já as ondas do mar são irradiadoras de energias “aquáticas-cristalinas”.
As cachoeiras do plano material possuem sua contraparte etérica no plano espiritual, ao qual também energizam, pois têm esta dupla função. Mas uma cachoeira tem campo vibratório cujo magnetismo é análogo ao do Trono Mineral ou Trono do Amor, que é a divindade natural (de natureza) que irradia energias que estimulam as uniões e as concepções nos seres.
E, porque o Trono do Amor (Oxum) possui uma hierarquia só sua, que o auxilia em todos níveis vibratórios, em todas as dimensões e em todos os estágios da evolução dos seres, então nada mais lógico do que ser cultuado num ponto de forças do plano material cujo magnetismo é análogo ao seu, ao do seu Trono Energético Planetário e a ponto de força planetário e multidimensional onde está assentado. E no plano material, este ponto de forças, localiza-se em todas as quedas d’água ou cachoeiras.
Logo, os altares naturais do Trono do Amor são as cachoeiras do plano material.
(Texto extraído do livro: “O Código de Umbanda” – obra inspirada pelos mestres de luz Sr. Ogum Beira Mar, Pai Benedito de Aruanda, Li-Mahi-An-Seri yê, Seiman Hamiser yê, Mestre Anaanda e psicografada por Rubens Saraceni).

Pai Rubens Saraceni.

UMBANDA, UM PRONTO SOCORRO ESPIRITUAL!


 A Umbanda é uma Religião fascinante se estudada com isenção e racionalismo, mostrando-nos a Grandeza Divina de Deus e as infinitas possibilidades que Ele nos oferece para nos auxiliarmos quando entramos em desequilíbrio com o Plano Espiritual e o Natural.

Se soubermos interpretar o simbolismo umbandista veremos que, mais que uma Religião, a Umbanda é um Pronto Socorro Espiritual Equipadissimo para acolher todos os necessitados de um rápido auxilio.

As pessoas seguidoras de outras religiões não vão à Umbanda para rezar e sim, vão em busca do socorro imediato para as mazelas que, em suas religiões, não tem como ser tratadas adequadamente.

Vemos entrar e sair dos Centros Umbandistas pessoas seguidoras das mais diversas religiões, todas necessitadas de tratamento Espiritual imediato, muitas delas a beira de um colapso nervoso, do suicídio, da loucura, da confusão que incutiram em suas mentes com mensagens religiosas contraditórias que, ao invés de orienta-las, as confundiram de tal forma que muitas perderam a fé no referencial divino que tinham.

Com os espíritos que se manifestam através dos seus médiuns muitos encontram palavras de consolo, de conforto e de esclarecimentos que, pouco a pouco, fornecem-lhes novos referenciais, todos fundamentados na imortalidade do espírito e na necessidade de espiritualizarem-se porque só com uma pessoa se entendendo como espírito imortal encarnado para cumprir mais uma etapa da sua evolução, ela lidará de forma correta com suas dificuldades aqui na terra e alcançará o equilíbrio intimo para supera-las ou transmuta-las.

Os referenciais divinos de quase todas as religiões são idênticos e estão calcados na existência de um Deus Onipresente e Onipotente que tudo pode e tudo faz; que é justo e perfeito e que não desampara ninguém em momento algum, fornecendo a todos o seu ampara divino.

Esse referencial divino é verdadeiro e não estamos negando-o ou questionando-o porque também acreditamos nele e o ensinamos a todos que acreditam na existência de Deus .

O que questionamos acerca desse referencial divino é que muitos limitaram a religiosidade das pessoas nessa afirmação (verdadeira) e negaram tudo mais que faz parte do aprendizado e da espiritualização delas, negando-lhes o beneficio da busca e a satisfação de poderem, por si, solucionarem as dificuldades do dia a dia e de sanarem as dúvidas existência que surgem naturalmente no decorrem de suas passagens terrenas.

Na mente do doente, do desempregado, do solitário, do desesperançado, do desiludido , do desequilibrado mental e emocionalmente etc., passam pensamentos terríveis sobre sua condição de sofredor em meio a tantas pessoas saudáveis, em meio a tantas pessoas empregadas e em ótima situação financeira, em meio a tantas pessoas felizes, em meio a tantas pessoas cheias de esperança e felizes pelo sucesso já obtido em seus projetos de vida.

A legião de sofredores encarnados é imensa e em certos momentos nós (eu e você, amigo leitor) já fizemos parte dela (ou ainda somos), certo?

Aos membros temporários ou permanentes dessa imensa legião de sofredores encarnados soma-se a dos espíritos já desencarnados, muito maior e em piores condições porque já não têm a estabilidade do plano material para se agarrarem e não serem tragados pelo abismo do desespero , do tormento e da sensação de desamparo total nos momentos mais difíceis das suas existências.



Faltou a alguns interpretes de Deus revelarem aos seus seguidores que Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente, que tudo pode e tudo faz em nosso benefício, não desamparando ninguém em momento algum, mas que tem Sua forma de nos auxiliar na solução das nossas dificuldades, todas elas passando por nós mesmos e contando com a nossa participação na solução dos nossos problemas.

Deus possui muitos modos de operar em nosso benefício e um deles é através do auxílio dos espíritos mais evoluídos que, invariavelmente, voltam-se para os menos evoluídos e passam a auxiliá-los para que lidem de forma correta com suas dificuldades, sejam elas transitórias ou permanentes.

As dificuldades transitórias são solucionadas rapidamente. Já as permanentes, a solução delas só é possível com uma transformação integral do ser, pois a mente, que é a fonte dos pensamentos, não pode estar dissociada da razão e do bom senso, que são fontes de equilíbrio e racionalismo.

Ou a mente e a razão estão associadas e centradas ou a qualidade dos pensamentos deteriora-se e elas se auto anulam pelas contradições, enfraquecendo a fé e anulando a crença em um Deus, Justo e Perfeito, que não desampara ninguém e a todos socorre o tempo todo, mesmo quando a solução das nossas dificuldades esta em nós.

Espiritualizar-se é mais que crer em Deus! É o ser crer-se parte Dele e que todas as nossas ações refletem Nele e retornam para nós, os seus emissores.

É crer-se uma célula do corpo de Deus que, se esta saudável realiza suas funções sem chamar a atenção dos "anticorpos" espirituais mas, se ficar enferma, atrairá a atenção deles e começará a ser atacada de todos os lados até ser devorada por eles, que tem justamente essa função: Destruir e remover do corpo todas as células que se tornarem enfermas e ameaçarem a saúde, o bem estar e o equilíbrio existente nele.

A "célula enferma" não entende porque só ela esta sendo atacada e todas as outras (suas irmãs) não são incomodadas pelos "anticorpos", ainda que estejam ao seu lado.

Com certeza essa célula enferma tem muitos porquês sem respostas, não é mesmo?

Tal como todas as pessoas, em certos momentos de nossa existência, quando estamos sofrendo porque fomos atacados violentamente por forças desconhecidas, fraquejamos e sentimos que fomos abandonados à nossa própria sorte (ou azar).

Quantas pessoas não vêem suas vidas desmoronarem de uma hora para outra, perdendo tudo o que acumularam durante anos por causa de um mau negócio; de um projeto que não deu certo; devido uma onda de doenças; por causa de uma separação conjugal; pela perda de um emprego bem remunerado, etc., e daí em diante tudo muda para pior e escapa-lhes do controle?

São acontecimentos corriqueiros, porque acontecem o tempo todo com muitas pessoas, independente da religião que sigam.

Quantas dessas pessoas sofridas e desesperadas não atribuem a Deus a responsabilidade pelos seus infortúnio pois sentem-se abandonadas, punidas ou desamparadas por Ele, que tudo pode mas nada faz para minorar seus sofrimentos?

Quantas não abandonam suas religiões e começam a buscar nas outras o amparo e a proteção divina, já inexistentes na que segue?

Daí em diante passam de uma igreja para outra; de uma religião para outra; de um sacerdote miraculoso para outro, sempre buscando nelas ou neles o que perderam.

E, por fim, quando nada mais lhes resta nesse campo (o religioso), já acreditando que tudo lhes foi tirado, aí sim, voltam-se para o Pronto-Socorro Espiritual conhecido por Umbanda.

Na Umbanda, em seus centros despidos de luxo, vergam-se ante a inexorável ação da Lei Maior em suas vidas e curvam-se perante a espiritualidade enquanto ainda há tempo.

Diante dos Espíritos-guias as pessoas relatam seus sofrimentos, abrem seus corações e derramam suas lagrimas para que a esperança brote novamente em suas vidas.

Finalmente a humildade se fez presente em seus íntimos e o "Centro de Macumba e os Macumbeiros", tão ofendidos e vitimas de todo tipo de sarcasmos e ofensas mostram-se aos seus olhos surpresos que a Umbanda é uma Religião Humanística e Socorrista e que os tão difamados "macumbeiros" são pessoas tão humanas quanto eles e que nada lhes pedem ou cobram-lhes para ajuda-los na reconquista do amparo divino.

Não cobram nada, não pedem dizimo e não cobram caríssimos "trabalhos" porque, dentro do verdadeiro centro de Umbanda quem trabalha são os Guias Espirituais, que não precisam de nenhuma vantagem financeira para estender suas mãos luminosas aos necessitados.

Isto é Umbanda!

Pai Rubens Saraceni.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

OFERENDAS, PORQUE FAZÊ-LAS?


É muito comum ouvirmos os guias espirituais recomendando aos consulentes que façam
algum tipo de oferenda em algum campo vibratório da natureza para que possam ser ajudadas nas
mais diversas necessidades, sendo que nem sempre dão qualquer explicação sobre elas.
Também são comuns as pessoas que não sabem nada sobre o assunto
deixarem de fazê-las, seja porque não sabem, seja porque têm vergonha de
serem vistos fazendo-as ou porque não acreditam no poder delas auxilia-los.
E a isto ainda devemos acrescentar que muitos, por nunca terem feito
uma oferenda, acabam fazendo-as de forma errada e de pouca valia.
Antes de prosseguirmos vamos retornar no tempo e ver como era o campo das
oferendas há alguns milênios atrás, pois sem isto não é possível fundamentar
esse procedimento atualmente, quando já “evoluímos” tanto, certo?
Estudando as religiões antigas, muitas das quais já desaparecidas, o
habito de se fazer oferendas a Deus, a Divindades, a Poderes e Forças da
Natureza era comum a todas e cada uma delas possuía seus ritos próprios
para realiza-las, sendo que eram acompanhados de cantos sacros durante
suas feituras, assim como, seus realizadores se submetiam a atos de purificação corpórea e
espiritual antes de fazê-las.
Jejuns, banhos de purificação, rezas e defumações, abstinências e recolhimentos em algum
local sagrado, tudo isto era feito, sendo que algumas possuíam ritos elaboradíssimos que eram
seguidos à risca por aqueles que iriam realiza-las e por todos que delas se beneficiariam.
Cada religião e povo do passado possuía seu formulário de oferendas e tinham à disposição
muitos tipos de oferendas, cada uma para uma finalidade, mas com todas desenvolvidas pelos
responsáveis por estas antigas religiões.
Estudando a história das religiões e dos povos antigos, vemos que certas praticas ou ritos
ofertatórios eram datas nacionais respeitadíssimas e algumas duravam vários dias, durante os quais
não se trabalhava e todos se resguardavam, corporal e espiritualmente, para o momento tão
esperado, quando, finalmente, estariam diante de Deus ou de alguma de suas Divindades, muitas
vezes representada por um sacerdote ou sacerdotisa, paramentado como havia sido descrita a partir
da visão dela por algum clarividente, pois eles também existiram no passado, não sendo privilégio
recente da humanidade.
Estes ritos ofertatórios elaboradíssimos perduraram por milênios e só foram deixados de lado
parcialmente, porque as religiões que substituíram as antigas os reaproveitaram e, depois de
algumas alterações e substituições, continuaram a servir-se deles.
Isto já foi descrito por diversos estudiosos das antigas religiões, que encontraram similaridades em
praticamente todos os ritos cristãos e judaicos, com estes tendo assimilado vários deles da antiga
Religião Egípcia, praticada no tempo dos Faraós.
É claro que ninguém cita de onde se inspiraram para elaborar seus próprios ritos e todos
atribuem eles a uma comunicação com os mensageiros divinos, certo?
Mas, mesmo que isto seja verdade (e porque não?), o fato é que existe uma espinha dorsal,
uma linha mestra mesmo, para a formação das religiões e o “roteiro” seguido por todas vem se
repetindo sempre, com uma pessoa iluminada responsabilizando-se pela nova religião, confiada a
eles por mensageiros divinos ou espirituais, e isto não é novidade para os estudiosos das religiões e
de como cada uma começou aqui no plano material.
Reconhecemos que assim tem sido e que pessoas realmente iluminadas, incumbidas de
funda-las por mensageiros divinos ou espirituais, cumpriram seus compromissos renovadores da
religiosidade dos seus “rebanhos”.
Assim foi e sempre será, pois sem o amparo divino e espiritual nenhuma religião subsiste no
tempo e no espaço.Aqui, não queremos escrever um texto erudito e nem dar uma aula de história das religiões
para ninguém e, por isso mesmo recomendamos aos interessados no assunto que estudem nos
livros específicos, muito importantes para o nosso aprendizado e compreensão dessa espinha dorsal
formadora de novas religiões, pois o nosso propósito inicial é comentarmos sobre as oferendas.
Pois bem! O fato é que cada religião possui seus ritos ofertatórios, e ponto final!
A Umbanda, criada a partir de outras religiões e recebendo a influencia delas até pela
formação religiosa dos guias espirituais, oriundos de quase todas as que já existiram ou ainda estão
atuando na face da terra, desenvolveu todo um formulário de oferendas aos orixás, aos Guias
espirituais da Direita e da Esquerda, cobrindo boa parte das necessidades dos seus seguidores
nesse campo.
Vários autores já escreveram em seus livros vários tipos de oferendas para as mais diversas
forças espirituais ou poderes divinos, e isto não é novidade, certo?
Se o ato de se fazer oferendas é um habito ou procedimento religioso tão antigo quanto a
humanidade, porque ainda hoje esta pratica desperta polemicas ou celeumas calorosas entre os
prós os contra tais hábitos, com algumas (ou muitas) pessoas fazendo esta pergunta:
Será que Deus, que uma Divindade, que um Espírito iluminado precisa comer?
Aí esta o xis da questão, pois, se precisam ser alimentados por nós, então são tão fracos ou
frágeis quanto, certo?
Errado! Respondemos nós, que conhecemos o fundamento existente por traz de cada oferenda ou
ato ofertatório, muitos dos quais mentais ou comportamentais. Ou não é verdade que a
recomendação de um Guia espiritual para que uma pessoa mude algum habito para ser ajudado
exige dessa pessoa uma oferenda, que é justamente a oferenda sem volta do habito a ser mudado?
Renunciar a um hábito já arraigado no ser é uma oferenda caríssima e difícil de ser feita, sendo que
muitos se recusam a fazê-la e preferem continuar sofrendo para não mudar seus hábitos.
É muito mais fácil ser ajudado através de uma oferenda constituída de elementos entregues
em algum lugar do que através da renuncia de um hábito, não?
O fato é que determinados auxílios, só são possíveis se houver mudança de hábitos e outros
auxílios são possíveis só com o fornecimento de alguns elementos, que serão manipulados
energeticamente por quem os receber e que irá usar das energias elementares para realizar
diversas coisas em beneficio de quem faz a oferenda.
De fato, Deus, as Divindades e os Espíritos não precisam que lhes alimentemos porque não
vivem no plano da matéria, mas precisam que lhes forneçamos, através de um rito ofertatório,
portanto magico, os elementos específicos que manipularão energeticamente em nossos próprios
benefícios, nos suprindo com um padrão energético etéreo com as mais variadas finalidades, a
maioria delas desconhecidas por nós.
Comidas, bebidas, flores, frutas, sementes, doces, pós, etc., são manipulados através da
alquimia espiritual, realizando a limpeza e purificação do nosso corpo energético ou espiritual,
regenerando-o e devolvendo-lhe o equilíbrio e o bem estar, a saúde e a vitalidade, removendo de
dentro dele as sobrecargas energéticas negativas, os miasmas e larvas astrais, a maioria delas
atraídas e internalizadas por nós, devido nossas quedas vibracionais ou pela baixa qualidade dos
nossos pensamentos e sentimentos íntimos, a maioria prejudiciais ao nosso corpo e espirito.
Só ser a favor ou contra as práticas ofertatórias sem conhecer os fundamentos energéticos
existentes por traz delas não é recomendável.
Para ser a favor é preciso conhecer os seus fundamentos porque, aí sim, quando for fazer alguma
delas, o fará com respeito, zelo e concentração, obtendo um benefício ainda maior.
E ser contra só porque Deus, Suas Divindades e os Espíritos iluminados não precisam comer é
abdicar de um poderosíssimo recurso magístico, que é o que toda ação ofertatória é!
Concordar porque acredita que só dando umas flores, frutas, bebidas e outros elementos, irá
“comprar” os favores de Deus, de uma Divindade ou de um Espírito Iluminado e que será ajudado
por causa dessa troca extremamente favorável aos necessitados de auxilio é burrice, porque eles
não são corruptos como muitos seres encarnados são e que só fazem algo para alguém se receber
algo em troca.
Colocar um ato ofertatório desta maneira para as pessoas é proceder como os “médiuns” que
só ajudam seus semelhastes se forem bem remunerados. E como os há!
Mas discordar desse recurso, inspirado por Deus e por todas as Suas Divindades e
recomendados pelos Espíritos no decorrer dos tempos através das religiões é ignorar osfundamentos existentes por traz de cada ato ofertatório e nada saber como as Forças da Natureza e
os Poderes Divinos atuam em nosso benefício manipulando energias as elementares, tal como os
médicos ou farmacêuticos manipulam os remédios que curam nossas doenças físicas.
Para ser a favor ou contra alguém, contra algo ou alguma prática, antes é preciso conhecer
seus fundamentos, pois, não os conhecendo, não se esta àpto a posicionar-se ou a emitir juízos,
justamente porque os desconhece.
E falar por falar é pura “achologia”, que até pode servir para conversas fiadas, mas não serve
para nada e ainda presta um desserviço porque confunde quem não tem uma posição, mas acaba
sendo influenciado por juízos sem fundamentações corretas.
Não saber que este nosso corpo plasmático ou energético é todo constituído por energias
elementares em diversos padrões vibracionais, que pode ser afetado de diversas formas, a mais
comum é por nós mesmos, é aceitável.
Mas um umbandista não saber que, através de uma oferenda elementar, ele pode ser
regenerado pelas energias elementares manipuladas pelas foças da natureza ou espirituais em
nosso beneficio quando as oferendamos em seus campos vibratórios na natureza é desconhecer um
dos mais poderosos recursos colocados à nossa disposição pela espiritualidade.
E, só porque desconhece isso, ser contra o trabalho realizado através delas por muitos
milhares de Guias Espirituais que têm dedicado suas vidas a socorrer os encarnados, suprindo-lhes
muitas vezes com curas que nem a medicina consegue explicar e muito menos aceitar, é duvidar da
sabedoria espiritual, desenvolvida no decorrer dos tempos com as praticas magicas.
E, duvidar do trabalho desses abnegados trabalhadores astrais, que nada pedem em troca
do auxilio que prestam, nas tão somente pedem que os necessitados lhes forneçam os recursos
“magisticos” ou energéticos elementares que precisam para poderem ajuda-los, aí já é ignorância
mesmo!
Que ninguém faça uma oferenda só por fazer, mas que também não se fique contra elas se
não conhecem seus fundamentos ou seus benefícios.
Pai Rubens Saraceni
fonte: Jornalnacionaldaumbanda 
E-mail: contato@colegiodeumbanda.com.br