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terça-feira, 6 de setembro de 2011

UMBANDA, UM PRONTO SOCORRO ESPIRITUAL!


 A Umbanda é uma Religião fascinante se estudada com isenção e racionalismo, mostrando-nos a Grandeza Divina de Deus e as infinitas possibilidades que Ele nos oferece para nos auxiliarmos quando entramos em desequilíbrio com o Plano Espiritual e o Natural.

Se soubermos interpretar o simbolismo umbandista veremos que, mais que uma Religião, a Umbanda é um Pronto Socorro Espiritual Equipadissimo para acolher todos os necessitados de um rápido auxilio.

As pessoas seguidoras de outras religiões não vão à Umbanda para rezar e sim, vão em busca do socorro imediato para as mazelas que, em suas religiões, não tem como ser tratadas adequadamente.

Vemos entrar e sair dos Centros Umbandistas pessoas seguidoras das mais diversas religiões, todas necessitadas de tratamento Espiritual imediato, muitas delas a beira de um colapso nervoso, do suicídio, da loucura, da confusão que incutiram em suas mentes com mensagens religiosas contraditórias que, ao invés de orienta-las, as confundiram de tal forma que muitas perderam a fé no referencial divino que tinham.

Com os espíritos que se manifestam através dos seus médiuns muitos encontram palavras de consolo, de conforto e de esclarecimentos que, pouco a pouco, fornecem-lhes novos referenciais, todos fundamentados na imortalidade do espírito e na necessidade de espiritualizarem-se porque só com uma pessoa se entendendo como espírito imortal encarnado para cumprir mais uma etapa da sua evolução, ela lidará de forma correta com suas dificuldades aqui na terra e alcançará o equilíbrio intimo para supera-las ou transmuta-las.

Os referenciais divinos de quase todas as religiões são idênticos e estão calcados na existência de um Deus Onipresente e Onipotente que tudo pode e tudo faz; que é justo e perfeito e que não desampara ninguém em momento algum, fornecendo a todos o seu ampara divino.

Esse referencial divino é verdadeiro e não estamos negando-o ou questionando-o porque também acreditamos nele e o ensinamos a todos que acreditam na existência de Deus .

O que questionamos acerca desse referencial divino é que muitos limitaram a religiosidade das pessoas nessa afirmação (verdadeira) e negaram tudo mais que faz parte do aprendizado e da espiritualização delas, negando-lhes o beneficio da busca e a satisfação de poderem, por si, solucionarem as dificuldades do dia a dia e de sanarem as dúvidas existência que surgem naturalmente no decorrem de suas passagens terrenas.

Na mente do doente, do desempregado, do solitário, do desesperançado, do desiludido , do desequilibrado mental e emocionalmente etc., passam pensamentos terríveis sobre sua condição de sofredor em meio a tantas pessoas saudáveis, em meio a tantas pessoas empregadas e em ótima situação financeira, em meio a tantas pessoas felizes, em meio a tantas pessoas cheias de esperança e felizes pelo sucesso já obtido em seus projetos de vida.

A legião de sofredores encarnados é imensa e em certos momentos nós (eu e você, amigo leitor) já fizemos parte dela (ou ainda somos), certo?

Aos membros temporários ou permanentes dessa imensa legião de sofredores encarnados soma-se a dos espíritos já desencarnados, muito maior e em piores condições porque já não têm a estabilidade do plano material para se agarrarem e não serem tragados pelo abismo do desespero , do tormento e da sensação de desamparo total nos momentos mais difíceis das suas existências.



Faltou a alguns interpretes de Deus revelarem aos seus seguidores que Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente, que tudo pode e tudo faz em nosso benefício, não desamparando ninguém em momento algum, mas que tem Sua forma de nos auxiliar na solução das nossas dificuldades, todas elas passando por nós mesmos e contando com a nossa participação na solução dos nossos problemas.

Deus possui muitos modos de operar em nosso benefício e um deles é através do auxílio dos espíritos mais evoluídos que, invariavelmente, voltam-se para os menos evoluídos e passam a auxiliá-los para que lidem de forma correta com suas dificuldades, sejam elas transitórias ou permanentes.

As dificuldades transitórias são solucionadas rapidamente. Já as permanentes, a solução delas só é possível com uma transformação integral do ser, pois a mente, que é a fonte dos pensamentos, não pode estar dissociada da razão e do bom senso, que são fontes de equilíbrio e racionalismo.

Ou a mente e a razão estão associadas e centradas ou a qualidade dos pensamentos deteriora-se e elas se auto anulam pelas contradições, enfraquecendo a fé e anulando a crença em um Deus, Justo e Perfeito, que não desampara ninguém e a todos socorre o tempo todo, mesmo quando a solução das nossas dificuldades esta em nós.

Espiritualizar-se é mais que crer em Deus! É o ser crer-se parte Dele e que todas as nossas ações refletem Nele e retornam para nós, os seus emissores.

É crer-se uma célula do corpo de Deus que, se esta saudável realiza suas funções sem chamar a atenção dos "anticorpos" espirituais mas, se ficar enferma, atrairá a atenção deles e começará a ser atacada de todos os lados até ser devorada por eles, que tem justamente essa função: Destruir e remover do corpo todas as células que se tornarem enfermas e ameaçarem a saúde, o bem estar e o equilíbrio existente nele.

A "célula enferma" não entende porque só ela esta sendo atacada e todas as outras (suas irmãs) não são incomodadas pelos "anticorpos", ainda que estejam ao seu lado.

Com certeza essa célula enferma tem muitos porquês sem respostas, não é mesmo?

Tal como todas as pessoas, em certos momentos de nossa existência, quando estamos sofrendo porque fomos atacados violentamente por forças desconhecidas, fraquejamos e sentimos que fomos abandonados à nossa própria sorte (ou azar).

Quantas pessoas não vêem suas vidas desmoronarem de uma hora para outra, perdendo tudo o que acumularam durante anos por causa de um mau negócio; de um projeto que não deu certo; devido uma onda de doenças; por causa de uma separação conjugal; pela perda de um emprego bem remunerado, etc., e daí em diante tudo muda para pior e escapa-lhes do controle?

São acontecimentos corriqueiros, porque acontecem o tempo todo com muitas pessoas, independente da religião que sigam.

Quantas dessas pessoas sofridas e desesperadas não atribuem a Deus a responsabilidade pelos seus infortúnio pois sentem-se abandonadas, punidas ou desamparadas por Ele, que tudo pode mas nada faz para minorar seus sofrimentos?

Quantas não abandonam suas religiões e começam a buscar nas outras o amparo e a proteção divina, já inexistentes na que segue?

Daí em diante passam de uma igreja para outra; de uma religião para outra; de um sacerdote miraculoso para outro, sempre buscando nelas ou neles o que perderam.

E, por fim, quando nada mais lhes resta nesse campo (o religioso), já acreditando que tudo lhes foi tirado, aí sim, voltam-se para o Pronto-Socorro Espiritual conhecido por Umbanda.

Na Umbanda, em seus centros despidos de luxo, vergam-se ante a inexorável ação da Lei Maior em suas vidas e curvam-se perante a espiritualidade enquanto ainda há tempo.

Diante dos Espíritos-guias as pessoas relatam seus sofrimentos, abrem seus corações e derramam suas lagrimas para que a esperança brote novamente em suas vidas.

Finalmente a humildade se fez presente em seus íntimos e o "Centro de Macumba e os Macumbeiros", tão ofendidos e vitimas de todo tipo de sarcasmos e ofensas mostram-se aos seus olhos surpresos que a Umbanda é uma Religião Humanística e Socorrista e que os tão difamados "macumbeiros" são pessoas tão humanas quanto eles e que nada lhes pedem ou cobram-lhes para ajuda-los na reconquista do amparo divino.

Não cobram nada, não pedem dizimo e não cobram caríssimos "trabalhos" porque, dentro do verdadeiro centro de Umbanda quem trabalha são os Guias Espirituais, que não precisam de nenhuma vantagem financeira para estender suas mãos luminosas aos necessitados.

Isto é Umbanda!

Pai Rubens Saraceni.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O que é a Umbanda?







Vejamos o que nos diz o Aurélio:



Verbete: umbanda


[Do quimb. umbanda, 'magia'.] S. m.


1. Bras. Forma cultual originada da assimilação de elementos religiosos afro-brasileiros pelo espiritismo brasileiro urbano; magia branca.


2. Bras., RJ. Folcl. Grão-sacerdote que invoca os espíritos e dirige as cerimônias de macumba. [Var.: embanda.]

UMBANDA é religião !

Se dentro da Umbanda conseguimos nos religar com Deus, conseguimos tirar o véu que cobre nossa ignorância da presença de Deus em nosso íntimo, então podemos chamar nossa fé de Religião.  Como mais uma das formas de sentir Deus em nossa vida, a Umbanda cumpre a função religiosa se nos levar à reflexão sobre nossos atos, sobre a urgência de reformularmos nosso comportamento aproximando-o da prática do Amor de Deus.
A Umbanda é uma religião lindíssima, e de grande fundamento, baseada no culto aos Orixás e seus servidores: Crianças, Caboclos, Preto-velhos e Exus. Estes grupos de espíritos estão na Umbanda "organizados" em linhas: Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Exus. Cada uma delas com funções, características e formas de trabalhar bem específicas, mas todas subordinadas as forças da natureza que os regem, os ORIXÁS.
Na verdade a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira.
Mas, torna-se imperioso, antes de ocuparmo-nos da Anunciação da Umbanda no plano físico sob a forma de religião, expor sinteticamente um histórico sobre os precedentes religiosos e culturais que precipitaram o surgimento, na 1ª década do século XX, da mesma. Em 1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Índias, em realidade Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes, e já habitada por nativos. Os lusitanos, por imaginarem estar nas Índias, denominaram a estes aborígines de índios.
Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua maioria, amistosos, pois os nativos identificaram-se com alguns símbolos que os estrangeiros apresentavam. Porém, o tempo e a convivência se encarregaram em mostrar aos habitantes de Pindorama (nome indígena do Brasil) que os homens brancos estavam ali por motivos pouco nobres.
O relacionamento, até então pacífico, começa a se desmoronar como um castelo de areia. São inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na novel lavoura. Reagem, resistem, e muitos são ceifados de suas vidas em nome da liberdade. Mais tarde, o escravizador faz desembarcar na Bahia os primeiros negros escravos que, sob a égide do chicote, são despejados também na lavoura. Como os índios, sofreram toda espécie de castigos físicos e morais, e até a subtração da própria vida.
Desta forma, índios e negros, unidos pela dor, pelo sofrimento e pela ânsia de liberdade, desencarnavam e encarnavam nas Terras de Santa Cruz. Ora laborando no plano astral, ora como encarnados, estes espíritos lutavam incessantemente para humanizar o coração do homem branco, e fazer com que seus irmãos de raça se livrassem do rancor, do ódio, e do sofrimento que lhes eram infligidos.
Além disso, muitas das crianças índias e negras, eram mortas, quando meninas (por não servirem para o trabalho pesado), quando doentes, através de torturas quando aprontavam suas “artes” e com isso perturbavam algum senhor. Algumas crianças brancas, acabavam sendo mortas também, vítimas da revolta de alguns índios e negros.
Juntando-se então os espíritos infantis, os dos negros e dos índios,  acabaram formando o que hoje, chamamos de: Trilogia Carmática da Umbanda. Assim, hoje vemos esses espíritos trabalhando para reconduzir os algozes de outrora ao caminho de Deus.
A igreja católica, preocupada com a expansão de seu domínio religioso, investiu covardemente para eliminar a religiosidade negra e índia. Muitas comitivas sacerdotais são enviadas, com o intuito "nobre" de "salvar" a alma dos nativos e dos africanos.
A necessidade de preservar a cultura e a religiosidade, fez com que os negros associassem as imagens dos santos católicos aos seus Orixás, como forma de burlar a opressão religiosa sofrida naquela época, e assim continuar a praticar e difundir o culto as forças da natureza, a esta associação, deu-se o nome de "Sincretismo religioso".
O candomblé iorubá, ou jeje-nagô, como costuma ser designado, congregou, desde o início, aspectos culturais originários de diferentes cidades iorubanas, originando-se aqui diferentes ritos, ou nações de candomblé, predominando em cada nação tradições da cidades ou região que acabou lhe emprestando o nome: queto, ijexá, efã. Esse candomblé baiano, que proliferou por todo o Brasil, tem sua contrapartida em Pernambuco, onde é denominado xangô, sendo a nação egba sua principal manifestação, e no Rio Grande do Sul, onde é chamado batuque, com sua nação oió-ijexá (Prandi, 1991). Outra variante ioruba, esta fortemente influenciada pela religião dos voduns daomeanos, é o tambor-de-mina nagô do Maranhão. Além dos candomblés iorubas, há os de origem banta, especialmente os denominados candomblés angola e congo, e aqueles de origem marcadamente fom, como o jeje-mahim baiano e o jeje-daomeano do tambor-de-mina maranhense.
Os anos sucedem-se. Em 1889 é assinada a "lei áurea". O quadro social dos ex-escravos é de total miséria. São abandonados à própria sorte, sem um programa governamental de inserção social. Na parte religiosa seus cultos são quase que direcionados ao mal, a vingança e a desgraça do homem branco, reflexo do período escravocrata. No campo astral, os espíritos que tinham tido encarnação como índios, caboclos (mamelucos), cafuzos e negros, não tinham campo de atuação nos agrupamentos religiosos existentes. O catolicismo, religião de predominância, repudiava a comunicação com os mortos, e o espiritismo (kardecismo) estava preocupado apenas em reverenciar e aceitar como nobres as comunicações de espíritos com o rótulo de "doutores". Os Senhores da Luz (Orixás), atentos ao cenário existente, por ordens diretas do Cristo Planetário (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente Astral aberta a todos os espíritos de boa vontade, que quisessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que pudessem dar um freio ao radicalismo religioso existente no Brasil.
Começa a se plasmar, sob a forma de religião, a Corrente Astral de Umbanda, com sua hierarquia, bases, funções, atributos e finalidades. Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras. No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos. Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.
A formação histórica do Brasil incorporou a herança de três culturas : a africana, a indígena e a européia. Este processo foi marcado por violências de todo o tipo, particularmente do colonizador em relação aos demais. A perseguição se deveu a preconceitos e a crença da elite brasileira numa suposta alienação provocada por estes cultos nas classes populares.
No início do século XX, o choque entre a cultura europeizada das elites e a cultura das classes populares urbanas, provocou o surgimento de duas tendências religiosas na cidade do Rio de Janeiro. Na elite branca e na classe média vigorava o catolicismo ; nos pobres das cidades (negros, brancos e mestiços) era grande a presença de rituais originários da África que, por força de sua natureza e das perseguições policiais, possuíam um caráter reservado.
Na segunda metade deste século, os cultos de origem africana passaram a ser freqüentados por brancos e mulatos oriundos da classe média e algumas pessoas da própria elite. Isto contribuiu, sem dúvida, para o caráter aberto e legal que estes cultos vêm adquirindo nos últimos anos.
Esta mistura de raças e culturas foi responsável por um forte sincretismo religioso, unificando mitologias a partir de semelhanças existentes entre santos católicos e orixás africanos, dando origem ao Umbandismo.
Ao contrário do Candomblé, a Umbanda possui grande flexibilidade ritual e doutrinária, o que a torna capaz de adotar novos elementos. Assim o elemento negro trouxe o africanismo (nações); os índios trouxeram os elementos da pajelança; os europeus trouxeram o Cristianismo e o Kardecismo; e, posteriormente, os povos orientais acrescentaram um pouco de sua ritualística à Umbanda. Essas cinco fontes criaram o pentagrama umbandista:

PENTAGRAMA

Os seguidores da Umbanda verdadeira só praticam rituais de Magia Branca, ou seja, aqueles feitos para melhorar a vida de determinada pessoa, para praticar um bem, e nunca de prejudicar quem quer que seja. Os espíritos da Quimbanda (Exus) podem, no entanto, ser invocados para a prática do bem, contanto que isso seja feito sem que se tenha que dar presentes ou dinheiro ao médium que os recebe, pois o objetivo do verdadeiro médium é tão somente a prática da caridade.

Algumas casas de Umbanda homenageiam alguns Orixás do Candomblé,  como por exemplo: Oxumarê, Ossãe, Logun-Edé. Mas os mesmos, na Umbanda, não incorporam e nem são orixás regentes de nenhum médium.
Nós temos os nossos guias de trabalho e entre eles existe aquele que é o responsável pela nossa vida espiritual e por isso é chamado de guia chefe, normalmente é um caboclo, mas pode ser em alguns casos um preto-velho.


Aspectos Dominantes do Movimento Umbandista

1.        Ritual, variando pela origem
2.        Vestes, em geral brancas
3.        Altar com imagens católicas, pretos velho, caboclos
4.        Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro
5.        Desenvolvimento normal em corrente
6.        Bases; africanismo, kardecismo, indianismo, catolicismo, orientalismo.
7.        Serviço social constante nos terreiros
8.        Finalidade de cura material e espiritual
9.        Magia branca
10.      Batiza, consagra e casa



Ritual


A Umbanda não tem, infelizmente, um órgão centralizador, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religião ou possa coibir os abusos. Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, ditado pelo guia chefe do terreiro, o que faz a diferenciação de ritual entre uma casa e outra. Entretanto, a base de todo terreiro tem que seguir o principio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes.


O mais importante, seria que todos pudessem encontrar em suas diferenças de culto, o que seria o elo mais importante e a ele se unissem. Tal elo é a Caridade!
Não importa se o atabaque toca, ou se o ritmo é de palmas, nem mesmo se não há som. O que importa é a honestidade e o amor com que nos entregamos a nossa religião.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Entendendo a Dinâmica dos Orixás


Sabendo-se que os Orixás estão em um plano muito superior ao nosso, os regentes da
coroa do médium, regem, se manifestam e influenciam depois de atravessar vários
planos e sub-planos do nosso sistema.
A característica principal ou original, dos Orixás se “perde”, se transforma e se traduz,
através do astral no “caminho”, sendo “filtrado” por cada plano ou sub-plano e
logicamente pela natureza vibratória que vai passando, adquirindo com ela um resíduo de cada
momento astral, ditado pela faixa vibratória transitada. Isso tudo também explica as diferentes
interpretações que encontramos entre os umbandistas, sobre o que vem a ser Orixá.
Como nós vivemos num plano bem inferior, onde precisamos evoluir muito, se faz necessário
que o Orixá se desdobre em vibrações de característica naturista, ou seja, de origem fluídica da natureza, para se manifestar em seres encarnados ou de densidade equivalente.     
                                   QUADRO ORIXAS










Pensemos a princípio nos Sete Orixás Básicos que se manifestam em nível de terreiro, ou
seja, de incorporação: Oxoce, Ogum, Xangô, Omulu, Oxum, Iemanjá e Iansã.2
A manifestação, em nível de terreiro, de cada um se dá através de espíritos enviados de
cada uma destas forças. Importante ressaltar que na Umbanda não incorporamos o Orixá, mas sim
os seus enviados ou representantes, que são espíritos que já encarnaram e que têm cada um o seu
próprio karma, história, característica missionária, evolutiva, de personalidade, etc.
Temos a tendência a acreditar ou pensar que cada Orixá é o reino ao qual está associado,
entretanto Orixá é muito mais do que isso, e é exatamente esse “muito mais do que isso” que não
conseguimos explicar em palavras; mas, grosseiramente falando, é o amor de Deus espalhado e ao
mesmo tempo condensado em 7 raios básicos, destinados ao planeta Terra, que objetivam, ao
chegarem aqui traduzidos pelos diversos planos e sub-planos pelos quais passaram, nos auxiliar no
nosso karma, e que se manifestam através das forças e reinos da natureza. O Orixá está na
natureza, mas não é apenas a natureza. Enfim... É mais uma benção de Deus.
Quando pensamos na composição de uma árvore, por exemplo, e nos infiltramos nela, entramos no
seu universo e podemos observar neste universo “árvore” que todos os 7 Orixás estão se
manifestando, conjugadamente ou em paralelo, mas sempre harmoniosamente.
O umbandista deve buscar o equilíbrio de todas estas forças através da prática da caridade,
do amor e respeito à natureza e às coisas de Deus. A Umbanda se propõe, através do culto aos
Orixás, trazer o equilíbrio destas forças para as nossas vidas. E não existe melhor forma de se cultuar
os Orixás do que nos harmonizarmos com estas forças, que se manifestam em nossos terreiros
através de seus enviados de luz, que sempre nos trazem palavras de consolo, amparo, força,
esclarecimento, caridade e amor, e assim fazer ultrapassar as paredes físicas do terreiro de
Umbanda a sua mensagem.
A Caridade é o objetivo principal do médium Umbandista.
A Umbanda não se propõe a ser solução milagrosa para todos os problemas de ordem
material criados por nós, mas propõe que, através da harmonização com as forças da natureza,
encontremos amparo e alívio para os nossos problemas.
Para que possamos entender o Orixá em sua absoluta essência, é necessária uma enorme
capacidade de abstração. O que diversos autores têm tentado, valentemente, explicar é algo
absolutamente intangível ao nosso nível de consciência.
Orixá não é divindade, pois na Umbanda cremos num único Deus. A Umbanda não é
politeísta, portanto o que passarei a descrever não é uma teogonia. Orixá é potência de luz
emanada de Deus, O Criador. E na Umbanda o entendimento de Orixá não está baseado em
lendas do panteão africano, mas sim no estudo da dinâmica das forças da natureza.
Conseqüentemente, o nosso conceito de arquétipo será diferente de quem se baseia em lendas.
Ordinariamente, entender a manifestação do Orixá através das forças da natureza, é o
máximo que conseguimos, pois a palavra Orixá quer dizer coroa iluminada. É o princípio mais
evoluído em nosso sistema manifestado através das forças da natureza. É como querer entender e
explicar Deus, tarefa impossível a qualquer um de nós.
Entretanto, podemos tentar entender juntos o caminho inverso, ou seja, da terra para o Alto,
até porque para entendermos o que ocorre acima disso, precisaríamos entrar em esferas
elevadíssimas que fogem ao nosso entendimento, pois ninguém tem alcance para isso. Tudo que
falam são conjecturas valorosas e algumas até louváveis tentativas, mas nada absoluto. A verdade
de cada um deve ser respeitada, assim como a compreensão. Avançar a esferas superiores nos será
naturalmente permitido quando tivermos evolução para tal.
Na realidade o que a Umbanda fez, enquanto culto, foi “organizar” as manifestações divinas,
em uma linguagem que pudéssemos compreender. Todas as “complicações” provenientes do
aprendizado na Umbanda são por nossa exclusiva culpa e ignorância, basta que conversemos com
qualquer Preto Velho, para termos a certeza disto.
Cada Orixá tem função específica e até as que são antagônicas se harmonizam frente as
nossas necessidades, por Graça do Criador.
Todas as energias emanadas pelos Orixás estando em equilíbrio nos tornam pessoas
melhores e facilitam a nossa passagem na Terra, por isso falei em benção de Deus, e também em
manifestações básicas e harmônicas dos Orixás apesar de algumas manifestações serem
antagônicas, mas no fundo complementares. Tudo isso justifica e explica enfim o porquê é
fundamental o culto equilibrado aos sete Orixás básicos, explica o porque de não nos dedicarmos a
cultuar um ou dois Orixás específicos apenas.
Os Sete Orixás básicos ao se combinarem formam outros Orixás os quais chamamos de
desdobramentos do Orixá ou Orixás que foram combinados, mas mesmo assim ainda não são estes
que se manifestam em nível de terreiro, mas sim os seus enviados.
O único Orixá na Umbanda que não tem desdobramentos é a Orixá Iansã, pois as suas combinações
são tão rápidas que não criam reinos, mas apenas manifestações rápidas desta conjugação, não
chegando a formar ou fixar-se durante muito tempo a ponto de formar um novo Orixá que seja
desdobramento Dela. Outro motivo para isto é o próprio elemento por Ela representado: o Ar. O Ar
não se desdobra, não se fixa, mas mistura-se aos demais elementos, entretanto sem mudar a sua
essência. O Ar em movimento é o vento que causa mudanças rápidas e essas mudanças são a
própria Orixá. Iansã manifestada na força da natureza... É o próprio movimento, a própria mudança.
Quando os Orixás se combinam, se unem e se conjugam temos os diferentes
desdobramentos que são manifestados, em nível de terra, através do encontro de um reino com
outro, ou manifestações de força da natureza, que em terreiro também recebem nomes diferentes. E
encontraremos na combinação dessas forças harmonia e equilíbrio.

Livro  Umbanda – Mitos e Realidade

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mensagem

Guerreiros de Oxalá DEZ.2010

O Que é a Umbanda?
Pai Firmino do Congo
Mensagem psicografa em 12/08/2005,
Médium Mãe Luzia Nascimento


Umbanda é força!
Umbanda é fé!
Umbanda é raça!
Umbanda é amor!
Umbanda é humildade!
Umbanda é simplicidade de coração!
Umbanda é alegria!
Umbanda é luz que ilumina os caminhos de filhos de fé.
Umbanda é miscigenação, é a troca da cultura dos povos e das raças.
Umbanda é vida em abundância e respeita a vida em todos os seus Reinos.
Umbanda é magia. É a magia branca, é a magia do amor.
Umbanda é a manifestação da fé do culto ao iletrado.
Umbanda é a manifestação de Deus através da sua criação.
Umbanda é tudo isso e muito mais.
É fogo, é água, é terra, é ar.
É a melodia dos ventos, Eparrei Iansã!
É o ribombar dos trovões, Kaô Kabesilé!
É o canto da cachoeira, Oraieieu Oxum!
É o cheiro da mata virgem, Oke Oxossi!
É a luz do luar de prata, Odoiá Iemanjá!
É o raio do sol a nos aquecer, Ogunhê!
Umbanda é energia que vibra na mãe natureza - é a força da Terra, Atotó! Saravá Senhor Omulú!
A Umbanda é Estrela Matutina!
A Umbanda é a luz de Oxalá
Explicar a Umbanda é quase que impossível...
Sentir a Umbanda é essencial.