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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Oro Iná – Egunitá



É o Orixá aplicador da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados.
Mãe Oro Iná é regente do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados. Sua linha pura do fogo Elemental, cujas energias incandescentes e flamejantes consomem os vícios, conduzem os seres à Justiça Divina em todos os sentidos da vida.
Oro Iná irradia por propagação e como o ar é o seu segundo elemento, ele a alimenta e energiza. Atua na linha da Lei, pois é uma divindade que aplica a Justiça como agente ativa da Lei, consumindo os vícios emocionais e os desequilíbrios mentais dos seres. Estes vícios emocionais, por sua vez, podem tornar os seres insensíveis à dor alheia, e os desequilíbrios mentais transformam os seres em tormentos para seus semelhantes.
Na Umbanda,Oro Iná é cultuada como o Orixá que consome os vícios e desequilíbrios e faz a purificação dos templos religiosos, do íntimo dos seres e das suas moradas. Ela atua para nos defender das magias negativas e das injustiças, mas sempre a partir de uma auto purificação, para então nos renovar. Ou seja: primeiro faz uma purificação em nós mesmos para só então nos renovar, através da purificação de conceitos e idéias antigas às quais nos apegamos e que nos prejudicam e à purificação dos nossos vícios de comportamento entre outros.


Irradiação: Purificação e Equilíbrio
Campo de atuação: Justiça e Lei
Elementos: Fogo e Ar
Cores: Laranja, Dourado e Vermelho
Data comemorativa: 24 de maio
Sincretismo: Santa Sara Kali e Santa Brígida

(A Mãe Orixá Oro Iná, corresponde em gênero, elemento e grau, ao Orixá Feminino que faz par com o Orixá Xangô na irradiação da Justiça Divina e que foi nomeada "Egunitá", sendo que o nome foi um empréstimo de uma das qualidades de Yansã, e isto está escrito em todos os livros onde aparecem comentários sobre essa Mãe do Fogo.
Assim como "Egunitá" é descrita como uma das qualidades de Yansã, Pai Benedito nos esclareceu que Oro Iná é uma das qualidades do Orixá Feminino não nomeado e que é geradora e irradiadora do "Fogo Divino" para toda a criação de Olodumarê-
Por Rubens Saraceni))

SANTA SARA KALI



Sincretismo Oro Iná na Umbanda


O dia de Santa Sara, que é vista como a "Princesa da Beleza Negra", é comemorado no dia 24 de maio, e abaixo vamos ver um pouco sobre Santa Sara Kali.




A maior peregrinação dos Ciganos é a que acontece para Saintes-Maries-de-La-Mèr, na região de Camargue (Sul da França), onde fica o Santuário de Santa Sara. Todos os anos, Ciganos do mundo inteiro peregrinam às margens do mar Mediterrâneo para louvar Santa Sara, nos dias 24 e 25 de maio. 


A origem do culto a Santa Sara permanece um mistério. Foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual a Camargue. 
Contam-se muitos milagres atribuídos a Santa Sara, considerada a Padroeira do Povo Cigano. Além de trazer saúde e prosperidade, Santa Sara Kali é cultuada pelas Ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar e como protetora dos partos difíceis. 
Muitas Ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas: se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mèr, cumprindo uma noite de vigília e depositando em seus pés, como oferenda, o mais bonito lenço (diklô) que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas Ciganas receberam esta graça.



Existem muitas lendas sobre Santa Sara.


Uma delas conta que entre os anos 44 e 45 d.C., quando o rei Herodes perseguia os cristãos, alguns discípulos de Jesus foram colocados no mar, em embarcações sem remos e sem provisões, entregues à própria sorte. Numa dessas embarcações estavam Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino que, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar. As três Marias entraram em desespero, chorando e rezando. 
Então, Sara retirou o diklô (lenço) da cabeça, chamou por Kristesko (Jesus Cristo) e fez um juramento: se todos se salvassem, ela seria escrava do Mestre Jesus e jamais andaria com a cabeça descoberta, em sinal de respeito. 
Milagrosamente, a barca atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje Saintes-Maries-de-La-Mèr, na França. E Sara cumpriu sua promessa até ao fim de seus dias. 
Até hoje, o diklô (lenço) é um simbolismo forte entre os Ciganos. Significa a aliança da mulher casada, um sinal de respeito e fidelidade.




Aqui no Brasil, Santa Sara divide a preferência dos ciganos brasileiros com Nossa Senhora Aparecida e São Jorge Guerreiro. Os ciganos brasileiros adoram Nossa Senhora de Aparecida, talvez por causa de sua cor, e muitos a equiparam à Santa Sara Kali. Se não têm a imagem dela, por ser difícil encontrá-la, por certo possui em sua Thiera (barraca) ou casa uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Às vezes têm as duas. Certo é que ela é a mais venerada Santa para os ciganos e todo acampamento cigano conduz uma estátua da virgem negra depositada num altar de uma das tendas cercadas por velas, incenso, flores, frutas e alimentos.
Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô (lenço), o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.
As mulheres ciganas também confeccionam saias, com as quais vestem a imagem da Santa.
A proteção de Sarah confere às pessoas emanações sempre benéficas que representam simbolicamente o ventre da sua mãe, seu sorriso, a irmã e a rainha: a "phuri dai" secreta dos Roms. Dizem que a pessoa de bom coração consegue ver o sorriso na estátua de Santa Sara. Verá que tanto seu sorriso como o dela estarão diferentes. Para os ciganos a estátua de Sara está carregada. Nela se condensam as energias sutis de muitas gerações de ciganos feiticeiros. Ela sempre atende a todos, principalmente às pessoas que têm a intuição mais desenvolvida e usam os oráculos como forma de divinação. É de costume festejar as slavas (promessas ou comemorações em homenagem a algum santo). A Slava de Sara Kali é nos dias 24 e 25 de maio. A Slava de Nossa Senhora de Aparecida coincide com a comemoração dos gadjés, a 12 de outubro. Na Slava, é oferecido um banquete ao santo homenageado, onde é colocado o Santo do Dia no centro da mesa, em lugar de destaque e junto a Ele, um manrô (pão) redondo, que é furado no meio e onde coloca-se um punhado de sal junto com a vela. Esse pão é posto em uma bandeja cheia de arroz cru, para chamar saúde e prosperidade e, ao término do almoço, ele é dividido entre os convidados pelos donos da casa, junto com essas palavras de bençãos: THIE AVÊS THIAILÔ LOM, MANRÔ TAI SUNKAI (Que você seja abençoado com o sal, com o pão e com ouro).




Sabendo-se que os Ciganos admiravam muito Santa Sara Kali, a tradição de homenagear essa linda "Princesa Negra", cresceu também por entre a religião Umbandista, pois dentro da Umbanda se tem um grande respeito pelo povo Cigano e por suas magias.

domingo, 17 de março de 2013

Orixá Oro Iná


A Mãe Orixá Oro Iná, corresponde em gênero, elemento e grau, ao Orixá Feminino que faz par com o Orixá Xangô na irradiação da Justiça Divina e que foi nomeada "Egunitá", sendo que o nome foi um empréstimo de uma das qualidades de Yansã, e isto está escrito em todos os livros onde aparecem comentários sobre essa Mãe do Fogo.

Assim como "Egunitá" é descrita como uma das qualidades de Yansã, Pai Benedito nos esclareceu que Oro Iná é uma das qualidades do Orixá Feminino não nomeado e que é geradora e irradiadora do "Fogo Divino" para toda a criação de Olodumarê, e que, se eu quiser, posso proceder a troca dos nomes para evitar mais polêmicas desnecessárias sobre a Senhora Regente do Pólo Negativo da Irradiação da Justiça Divina.

De agora em diante, à medida que os livros forem re-editados, procederei a troca dos nomes para que, daí em diante, fundamentada em um Orixá nomeado e com um histórico na teogonia nagô, as polêmicas cessem e se expanda o culto à essa Mãe Divina.
Salve Oro Iná!

Pai Rubens Saraceni (05 de março de 2013).

O mito de Oro Iná.

A Terra era uma grande massa incandescente de fogo e Olofin sabia que não haveria nenhuma possibilidade de vida, então enviou Yemowo – esposa de Òrìsà-Nlá para que apagasse este imenso fogo. Yemowo trabalhou arduamente e a cada emanação de seu àse formou-se uma camada. Quando formou-se a crosta terrestre o fogo tinha se extinguido, mas ficou completamente coberta pelas águas salgadas. Oro Iná ficou aprisionada no centro da Terra, não conformada com seu destino foi ver Olódúmarè do qual lhe repreendeu por sua atitude anterior de querer a Terra somente para si. Mas com Sua bondade e sabedoria o Deus Supremo lhe disse: “Esta pagando pela sua própria culpa, terá completo domínio sobre o centro da Terra, mas a cada período de tempo, poderá mostrar aos habitantes da Terra a fúria de sua voz e sua descendência”.

A voz da qual o mito retrata é o estrondo dos vulcões em erupções e a descendência são as lavas incandescentes.