quarta-feira, 21 de março de 2018

Mironga de Preto Velho



Minha filha tem muita mironga ainda a ser feita por este nego velho! E quando digo velho não me refiro à idade no corpo físico que indica a senilidade, mas me refiro à caminhada evolutiva, pois o Espírito em si não tem idade, não tem sexo e nem cor racial, embora, a sua aura demonstre o quanto já caminhou.

Muitos filhos podem inté perguntar: mas Pai Firmino com tanta modernidade e avanços tecnológicos o senhor ainda acha que mironga funciona?
O homem moderno é muito prático e não tem tempo pra essas coisas de mironga não!
E aí nego velho vai dizer prá suncês: é uma pena que os fios não tenham tempo para entender e sentir a mironga que esse nego fala.

A mironga que me refiro é aquela nascida de um coração que aprendeu na dor, a não desfazer da lei do amor!

A mironga que falo é aquela que esclarece o filho de fé na hora do falador a não contrair mais débito com a Lei de Zambi!

A mironga que tento ensinar aos filhos de fé é aquela que tem por aliada no serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo a humildade!

A mironga de nego velho é tentar dizer aos filhos que é melhor o entendimento do silêncio do que palavras ditas intempestivamente!

A mironga de preto velho é observar mais para saber agir evitando assim danos e sofrimentos alheios!

E suncês meus fios que estão nessa escola bendita com a professora mediunidade como é que estão fazendo a lição?

Quando estão na Terra os filhos só olham os fatos com a visão do agora, o que é um grande erro, pois esquecem que para o Espírito o ontem, o hoje e o amanhã sempre são vistos como momento presente.

Então meus fios aproveitem a oportunidade e ajudem aos negos velhos a fazerem suas mirongas: mirongas de paz, harmonia e de retirada dos quebrantos filhos do egoísmo, do ódio e da indiferença.

Naruê meu Pai!
Patacori Ogum!
Ogunhê!

Pai Firmino do Congo
Mensagem psicografada em 20/08/2006,
Mãe Luzia Nascimento.

A Culpa Foi do Obsessor



Legado de umbanda é sacerdócio
Onde cada um tem que cumprir sua missão
Muitos passam pelo terreiro...
Poucos são os que ficam vivenciando lição

Para muitos a escola Aruanda é boa
Quando atende aos seus anseios
Mas quando contraria ao que se quer
Valha-me Nossa Senhora, aí começa o desmantelo.

Tem filho de tudo quanto é qualidade
Tem até os que perderam a identidade
E no vaivém da vida deixa passar oportunidade
Eita povo mal-criado como faz complicadô
Bate cabeça no Conga, mas num se alembra de Nosso Sinhô.

Baiano de sua redinha olha os filhos que estão na corrente
Fico feliz quando encontro uma alma que não esta ausente
A Umbanda é boa baiano? E eu arrespondo: é sim senhor!
Mas prá trabalhar na umbanda num tem que ter cansador.

Tem filho injuriado e desconsolado também
Tem aquele que é sonhador e cá pra terra não vem
Prefere viver nas nuvens pra não machucar ninguém
Ainda tem o filho que faz birra feito criança mimada
Bastô a mãe levantar a voz já se acha injustiçada
Porque conselho dos guias e pró outros pra ela num serve nada!

Virgem minha Mãe Santíssima
Agora é baiano que num sabe quem tá errado?
Pois tem filho que avalia os outros, mas, num quer ser avaliado.
Leva a vida toda no aprendizado e adispois é reprovado

Não escolheu o amor como melhor opção
E daí passa o resto do tempo a fazer reclamação
No final diz que se enganou a culpa foi do obsessor!
E passa o resto da existência fazendo seu rezador
Lamuria, lágrima e arrependimento foi só o que ele lucrou.
Pois ao invés de trabalhar na Umbanda ele deu foi trabalhador!

É da Bahia meu Pai!
Salve o Senhor do Bonfim!

Baiano Zé do Coco
Em 27 de novembro de 2007
Médium Mãe Luzia Nascimento

Cocada Bichada Por Bagaço Inadequado




Na Bahia tem,
Tem lima, tem limão!
Na Bahia tem
Muitos baianos no chão...


Eita! minha moça esse tal de livre-arbítrio é patrimônio difícil de ser trabalhado por alguns filhos de Zambi.
Esse baiano daqui de minha redinha, fico a contemplar como os filhos gostam de complicar suas vidas e de agir equivocadamente.
Arbítrio significa sanção. E como tem filho fazendo sanções erradas! Quantas escolhas descabidas, quantas desnorteadas!
Toda vez que um filho age pelo impulso de sentimentos menores cai nas malhas da insensatez.
E olha que Zé do Coco, tá vendo muito filho se emaranhando no que não deve.
Não tenho uma linguagem rebuscada. Sou daquele que entende do coco que do seu bagaço dá uma boa cocada. Só que tenho visto muita cocada bichada por bagaço inadequado.
Eita! Seu livre-arbítrio como tem tanta gente que canta e decanta o senhor, mas não o usa corretamente.
Valei-me meu Senhor do Bonfim!
Valei-me minha Senhora dos Navegantes!
É da Bahia meu Pai!


Baiano Zé do Coco
Médium Luzia Nascimento
Em 03/10/2007

terça-feira, 10 de maio de 2016

O primeiro Preto Velho



Uma antiga lenda contada por velhos juremeiros do Nordeste diz que o primeiro mestre negro
que chegou no Brasil se chamava Joaquim. Este era seu nome de batismo cristão. Seu nome africano,
provavelmente em língua kimbundu, se perdeu.
Mestre Joaquim era sábio de nascença. Na Mãe África, em terras de Angola, desde cedo ele
observava os kimbandas ou curandeiros locais. Joaquim aprendia tudo o que via. Levado por um tio
materno, um grande kimbanda, ele recebeu cedinho a sua iniciação no culto.
Joaquim foi ensinado a observar a Natureza e a descobrir o mistério atrás de cada folha, raiz e
árvore. Mãe Ntoto, o grande Nkizi (espírito natural e transcendente) da Terra, acolheu o jovenzinho
e transmitiu sua bênção regeneradora a ele.
Crescido, o rapaz não teve tempo de formar família. Guerras tribais o levaram longe da aldeia,
onde foi aprisionado e embarcado para a distante nação brasileira. Desembarcando em porto nordestino,
foi vendido. Trabalhou na lavoura dia após dia. Quieto, mas não passivo, observou o
sofrimento de seu povo. Nas poucas horas de tranquilidade atendia aos doentes. Com o auxílio dos
espíritos de Mãe Ntoto, descobriu as funções das ervas que aqui cresciam. Preparava breves, poções
e mezinhas.
Quando tinha chance, amoitava-se e penetrava no mato, onde falava com os espíritos locais,
invocava os ancestrais e rezava aos Minkizi (o conjunto dos Nkizi).
Certo dia foi procurado por um índio velho, que administrava uma pequena propriedade de um
capataz branco. O índio tinha observado as atividades de Joaquim no mato e ficou muito curioso...
Uma amizade forte e espiritual nasceu deste encontro. Foi com este índio que Joaquim conheceu os
poderes da Jurema.
Numa noite ele bebeu da cuia de Jurema do velho tuxaua, sentiu seu corpo frio como a morte,
percebeu a mente crescer e ganhar asas... A alma de Joaquim voou pelos céus e viu as casas ficarem
pequeninas, a Lua ficar mais perto e as estrelas parecerem mais brilhantes. Lá no firmamento
parecia existir uma luz desconhecida e ele seguiu até lá. O luzeiro foi ficando mais perto e Joaquim
encontrou uma aldeia, com gente, casa e tudo. Um cacique desconhecido chegou perto dele e o
recebeu com alegria e dignidade. Joaquim entrara misteriosa na Cidade dos Mestres, na Aldeia do
Juremal! O que ele realmente viu e aprendeu lá nunca contou a ninguém. Mas quando voltou à terra
dos encarnados, ele não era mais um Joaquim, era o Mestre Joaquim!
O tempo corria e nosso mestre, ainda escravo, foi consumindo seu corpo no serviço desumano
imposto a sua raça. Um tarde ele se aconchegou depois do trabalho, fechou os olhos e morreu. Sua
alma foi levada novamente para a Cidade Santa e entrou triunfalmente no santuário da Mãe Jurema,
louvado pelos mestres e mestras, profetas e guerreiros.
Certa madrugada uns caboclos montaram uma mesa (sessão espiritual de jurema), cantaram e
abriram as portas reais. Os mestres do Outro Mundo foram baixando um após o outro. Tudo era
harmonia e beleza! Um caboclo maduro e mais escuro cantou:
“Mestre Joaquim, é kimbanda!
Veio trabalhar, é kimbanda!
Mestre Joaquim é de Angola,
é kimbanda! É kimbanda!”*
(Nos Pontos ou Linhos mais modernos e populares, a palavra “é kimbanda”, ou seja “é curandeiro”,
transformou-se em “esquimbanda”. Daí perdemos o sentido tradicional africano.)
Esta foi a primeira vez que Mestre Joaquim acostou (baixou ou incorporou na linguagem dos
juremeiros) e desde então começou seu eterno exercício de caridade, fruto do amor maior e da
ciência sublime. Mestre Joaquim de Angola, de cachimbo na mão e chapéu na cabeça: o Rei negro da
Jurema Sagrada! O tempo passou depressa... A Umbanda ainda não tinha nascido, mas Mestre
Joaquim já procurava outros agrupamentos para levar a sua missão. O negro bantu nunca temeu seus
ancestrais e sempre colocou suas almas benditas no coração quente que batia de saudades. Lá nas
praias do Nordeste, nas montanhas de Minas Gerais ou no sopé dos morros cariocas, nosso mestre
juremeiro africano batia sua bengala e dava seu nome: Pai Joaquim de Angola! Imagem da bondade,
da sabedoria e da humildade.
Quando a Umbanda veio a este mundo, gestada na luz de Cristo, no Axé dos Orixás e Minkizis e
abençoada pela energia dos pajés, Pai Joaquim foi um dos primeiros guias a se apresentar.
Afinal já era preto velho diplomado! Pai Joaquim baixou e nunca parou de trabalhar.
“Pai Joaquim, ê, ê,
Pai Joaquim, ê á,
Pai Joaquim veio de Angola,
Pai Joaquim é de Angola, Angola á!”
*Usamos neste artigo a palavra Kimbanda em seu sentido tradicional: curandeiro ou xamã
bantu. Não é, portanto, uma referência ao quimbandeiro ou praticante da Quimbanda, culto
sincrético com poucos elementos bantu.



por Edmundo Pellizari (RAS ADEAGBO) Fonte:Jornal de Umbanda sagrada


Prece-poema a “Pai Benedito de Aruanda”





Meu bondoso Preto-Velho!

Aqui estou de joelhos, agradecido constrito, aguardando sua benção.

Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas: ESPERANÇA.

Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:

"Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei e também fui injustiçado. 

Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.

Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.

Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado. 

Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente um coisa via... terra.

Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados. 

Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita, que para nós era estafa, para o senhor era ouro.

Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que o nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim...

Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente. 

E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.

Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal. 

Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que deviam matá-la... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.

Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança. 

Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou, e Benedito acabou...

Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...

Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão". 



(Escrito por Pai Ronaldo Linares, em 20 de Outubro de 1964

Linha e Arquétipo dos Pretos Velhos




O balanço do navio ainda enjoava. Não sei o que mais enojava, se era o balanço do navio ou a visão mórbida de tantos corpos de meus confrades empilhados e já sem vida. Se o mau cheiro e a falta de espaço ou ainda os grilhões que nos prendiam.
Triste sorte, quem são estes animais hominídeos que nos amarravam, batiam e subjugavam?
Zâmbi estaria revoltado conosco? Ou os Orixás se esqueceram de seu povo?
Pensando assim é que muitos dos nossos não puderam se aproveitar da oportunidade em viver a escravidão. Processo este que se por um lado mancha a história da humanidade, por outro, “lavou a alma” de milhares de espíritos que na carne sentiram o gosto amargo da prestação de contas com o Criador.Todos sabem que quando os africanos foram escravizados, a Igreja logo tratou de justificar isso,tirando nossa alma, assim fizeram com nossos irmãos indígenas. Claro, é mais fácil arrancar-lhe a alma ao ter que conviver com a consciência.
Não vou aqui estender aos interesses dos colonizadores ou acusá-los. Vou tentar mostrar o lado bom desta sangrenta moeda.
Acontece que na Mãe África as coisas não iam tão bem quanto parece nos contos. Nosso povo era bem desenvolvido, no entanto, totalmente dirigido pelo mito, este que ditava nossas diretrizes e no
qual justificávamos nossos atos. Atos estes nada bons.
É certo que o homem tem necessidade de conquista e expansão. Diferentemente dos índios, nos digladiávamos em busca de riquezas e poderio, o que é pior, justificando como vontade dos Orixás, foi assim que a tribo de Ogum, formada por homens geneticamente mais avantajados, pontificou este
Orixá como o Senhor das Guerras e da Milícia...
Neste sentido, o povo africano estava se distanciando da vida natural ou da conservação da vida,não foi diferente com nossos irmãos ocidentais que jogaram a culpa em Jesus e saíram conquistando terras pela lâmina da espada, bem, mas isso é dívida deles.Com a escravidão, nós tivemos a oportunidade de nos reconhecer como semelhantes, uma vez que a rincha em tribos era feroz. Subjugados tivemos tempo para pensar em nossos atos, fazer brotar a humildade, simplicidade, resignação e principalmente o amor à vida. Todavia, para os companheiros que chegaram nesta conclusão entendo que cumpriram com o propósito Divino, porém, não foi simples assim, muitos outros milhares caíram no ódio, vingança e toda sorte de sentimentos contrários à evolução necessária.Perdoar o seu algoz talvez seja a chave mais certa para a iluminação!
Sabedoria, eis o que simboliza a Linha dos Pretos Velhos, mas saiba leitor, esta sabedoria só existe pela vivência, por experiência, não se compra, não se lê, simplesmente vive.Humildade, sentimento este simples de entender. Se coloque como parte do meio que você vive.Ao invés de querer ser expoente, ou líder, ou coisa do tipo, procure somar, contribuir para solidificar.
Veja o Brasil, a fama da construção deste país recai nos ombros dos Europeus que casa alguma teria erguido sem os braços negros do nosso povo. A meu ver, mais vale o que é concreto do que é falácia.
Já no Astral o povo africano que tinha se redimido de seus débitos milenares, e já com a “alma lavada” foi convocado pelos Mestres da Luz a formar a linha de trabalho espiritual em auxílio dos encarnados, surge assim o Grau Preto-Velho, onde se assentaram os nativos africanos, que pontificava paralelamente com o grau Caboclo; enquanto os índios traziam a jovialidade, determinação e pureza natural, nós contribuiríamos com o culto aos Orixás, bem organizado. Com a experiência do ancião e a mandinga que cura e afasta todo mal.Desta forma iniciava um entrosamento perfeito e renovado no Astral que sustenta tantos encarnados nas mais variadas religiões.Assim é o arquétipo da linha dos africanos, baseado no ancião, no simples e sábio.
Estamos à disposição daqueles que apesar do coração oprimido ainda se permitem acreditar sem perder a fé e a esperança, levar graça aos desgraçados, amor aos desiludidos.
Mantemos o arquétipo do velho arcado, para que assim possamos nos aproximar dos humildes.
Somos os Pais Velhos, Preto-Velho, Africano, Saravá o Orixá!







por Rodrigo Queiroz

ditado por Pai João de Angola




Fonte: este texto faz parte da apostila que compõe o material de estudos do curso Arquétipos da Umbanda, desenvolvido e ministrado por Rodrigo Queiroz.