segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

COMENTÁRIO SOBRE O CAMPO MEDIÚNICO DO MÉDIUM


(Rubens Saraceni - Teologia de Umbanda)
Todos sabem que um ser humano, uma planta, um mineral e muitos animais não racionais
possuem uma aura que os envolve, protegendo-os do meio exterior. Assim como sabemos que esta
aura também é refletora da energia interior dos corpos inanimados. Nos seres vivos, é a refletora
dos sentimentos e dos padrões energo-magnéticos e está intimamente relacionada com o campo
emocional.
O campo mediúnico inicia-se no corpo elementar básico e expande-se uniformemente ao
redor dele por aproximadamente uns trinta centímetros, e até uns setenta, no máximo. Este campo
mediúnico ou eletromagnético é comum a todos os seres humanos, independente de sua formação
cultural ou religiosa. E aqui nos limitaremos só aos seres humanos.
O fato é que este campo eletromagnético tem sua sede no mental, que é a “coroa” ou chacra
coronário, iniciando-se ao seu redor e derramando-se em torno do corpo elemental básico.
“Elemental” porque é elemento puro, e básico porque é o primeiro “corpo” que o ser humano teve
formado num estágio virginal onde evoluiu.
O campo mediúnico abre-se para o plano espiritual e é através dele que são estabelecidas
ligações magnéticas com o mundo espiritual.Este campo interpenetra outras dimensões, mas não as sente ou é sentido por quem vive
nelas. O mesmo acontece com os espíritos em relação ao plano material: atravessam paredes,
corpos, etc., sem alterar suas estruturas espirituais ou as estruturas físicas dos objetos tocados por
eles.
“No universo, tudo vibra e tudo é vibração.”
Logo, se tudo o que existe no plano material obedece ao padrão vibratório “atômico”, no plano
espiritual o padrão vibratório é o “etérico”. “Etérico”, de éter ou energia sutilizada a níveis
suprafísicos.
Em cada padrão vibratório específico, tudo se nos mostra regido pelas mesmas leis que
sustentam as formas no plano material: agregados energéticos que, por magnetismos específicos,
dão formação às massas ou corpos físicos.
Na dimensão onde vivem os espíritos, um magnetismo semelhante ao existente no plano
material também existe, e sustenta tudo o que nela possa existir. A única diferença está no
relacionamento energético e na mudança do padrão vibratório, tanto dos seres quanto das formas,
que são plasmadas a partir do éter.
Assim explicado, então saibam que todos nós temos um campo mediúnico que se abre para
muitas dimensões da vida, e que as interpenetram, ainda que disto não nos apercebamos, pois
nosso campo percepcional espiritual está graduado no mínimo para captar as vibrações exclusivas
da dimensão humana e no máximo para captar vibrações espirituais.
Mas este campo mediúnico interpenetra as dimensões ígneas, aquáticas, terrosas, eólicas,
mistas, cristalinas, minerais, vegetais, etc. se desenvolvermos conscientemente nosso rústico
percepcional, então podemos captar as energias circulantes que existem nelas e nos chegam de
forma sutil.
Este campo mediúnico que, à falta de palavras de melhor definição preferimos nominar de
“campo eletromagnético”, é justamente a nossa tela refletora onde as ligações invisíveis costumam
acontecer.
É neste campo pessoal dos seres humanos que se alojam focos vibratórios ou acúmulos
energéticos que refletem na aura e a rompem, alcançando o corpo energético ou mesmo o físico,
afetando a saúde. Se em um primeiro momento os padrões vibratórios são diferentes, no entanto,
tudo o que nele se alojou vai pouco a pouco sendo induzido pelo nosso magnetismo a adequar-se
ao nosso padrão pessoal. Aí começa a ser internalizado por magnetismo.
Isto é comum nos casos de obsessão espiritual, quando um ser não afim conosco aloja-se em nosso
campo eletromagnético.
O padrão vibratório do intruso é outro, só passamos a ser incomodados quando ele adequa
seu padrão ao nosso. Então suas vibrações mentais, conscientes ou não, interferem no nosso
mental através de nosso emocional conduzindo-nos a desequilíbrios energéticos profundos.
Estas interferências, se muito duradouras ou intensas, costumam nos desequilibrar de tal forma que
passamos a ter duas personalidades antagônicas num mesmo ser e um mesmo espaço mediúnico.
E, porque nosso corpo físico reage a estes estímulos vibrados pelo intruso alojado em nosso
campo eletromagnético, então começamos a sentir desequilíbrios (dores) no próprio corpo físico.
São as doenças não diagnosticadas pelos médicos.
Os “passes” ministrados por médiuns magnetizadores e doadores de energias têm como
função descarregar este campo dos acúmulos de energias negativas nele formados no decorrer do
tempo.
É por isso que os passes magnéticos são fundamentais num tratamento espiritual, pois os
mentores curadores precisam tem em seus pacientes este campo totalmente limpo, quando então
começam a operar no corpo energético, onde realizam cirurgias corretivas ou desobstruidoras,
chegando mesmo a retirarem “tumores” formados unicamente por energias negativas internalizadas
pelo corpo energético.
Só depois de equilibrarem o campo eletromagnético e o corpo energético dos seres é que os
mentores curadores atuam no corpo físico de seus pacientes encarnados, que a eles recorrem pois
realizam curas maravilhosas onde a limitada medicina falha.
É fundamental que saibam disso pois só assim entenderão o porquê dos passes realizados
em todos os centros espíritas ou de Umbanda: é para realizar a limpeza dos campos mediúnicos de
seus frequentadores.
Só que, enquanto nos centros espíritas usa-se o passe magnético, nos centros de Umbanda
também se recorre aos passes mágicos energéticos, quando são usados diversos materiais ( fumo,
água, ervas, pedras ou colares, etc.) que descarregam os acúmulos negativos alojados nesses
campos eletromagnéticos.
O uso de guias ou colares pelos médiuns tem esta função durante os trabalhos práticos: as
energias que vão sendo captadas, vão se condensando (agregando) às guias e não são absorvidas
pelos seus corpos energéticos, não os sobrecarregando e não os desarmonizando durante os
trabalhos espirituais.
Ervas e fumo, quando potencializadas com energias etéreas pelos mentores, também se
tornam poderosos limpadores de campos eletromagnéticos.
Enfim, existe toda uma ciência por trás de tais procedimentos dos espíritos que atuam no
Ritual de Umbanda Sagrada.
Pai Rubens Saraceni

REGENTES DA NATUREZA



Milagres e fenômenos são as chaves de toda semeadura religiosa e com a Umbanda nãoseria diferente, pois eles acontecem a todo instante por todo o Brasil e surpreendem os descrentes,os ateus, os zombeteiros e até os fiéis Umbandistas, já acostumados a eles nos seus trabalhosrituais.Saibam que, em se tratando de coisas divinas, os milagres e os fenômenos são coisascomuns e acontecem em todas as religiões, pois só assim o senso comum cede lugar à fé e permiteque toda uma vida desregrada seja ordenada e colocada na senda luminosa da evolução espiritual econsciencial.Neste aspecto a Umbanda tem sido destacada, pois os milagres de alguns médiuns e osfenômenos realizados pelos mentores espirituais provam a todos que por trás do visível (matéria)está o invisível (Deus).E se fôssemos listar os prodígios e fenômenos, nunca terminaríamos porque estão serenovando a todo instante em lugares distantes, e sem qualquer ligação material entre si. Mas seassim é, é porque assim acontece com todas as semeaduras religiosas.Algumas pessoas mais afoitas endeusam quem realiza “milagres e não entendem que ocorreto seria meditarem no porquê deles estarem acontecendo. Não percebem que os prodígiosvisam dar provas concretas dos mistério ocultos regidos pelos sagrados Orixás e que estes visamfornecer meios mais acessíveis para a propagação da religião Umbandista.A Umbanda ainda é muito recente para prescindir dos prodígios e dos fenômenos. Enós esperamos que nunca os dispense pois as pessoas mais descrentes ou arredias sóse convencem da existência dos poderes divinos quando se deparam com os prodígios realizadospelos médiuns. Aí sim deixam de lado o senso comum, despertam para a fé e dedicam parte dotempo à religião.A Umbanda é nova e talvez daqui a uns três séculos os seus dirigentes se reúnam e, tendomuitas idealizações sobre suas mesas, optem por uma que mais fale aos corações dos Umbandistasde então.Mas não esqueçam que, se os primeiros cristãos são vistos como um exemplo a ser seguido nocampo religioso do Cristianismo pelo seus desprendimento, fé inabalável e tenacidade na defesa dareligião que adotaram, vocês, os Umbandistas de hoje, serão vistos no futuro pela forma que se portaremdiante das dificuldades que esta nova religião está sofrendo, já que ela é combatida pelas mais velhas comtodas as armas, recursos e truculências que têm à disposição.Afinal, os romanos tinham o circo onde atiravam os cristãos de então aos leões. Os neo cristãos dehoje têm à sua disposição a televisão, onde atiram os Umbandistas às hienas mercadoras da fé em JesusCristo.Tenham consciência do momento atual de sua religião e portem-se à altura do que de vocêsesperam os sagrados Orixás, já renovados no Ritual de Umbanda Sagrada. E creiam, daqui a alguns séculos as hienas terão se calado, pois terão encontrado a resposta de Deus a seusdesafios.Mas até que isso aconteça, fortaleçam sua fé no amor aos sagrados Orixás, pois eles são asdivindades regentes desse nosso abençoado planeta. E se são chamados de “encantados” é porqueencantam quem a eles se consagram e não se deixam abater pelas críticas sofridas, pelaszombarias assacadas ou pela falta de uma literatura Umbandista mais incisiva para o momentoatual e mais esclarecedora acerca dos mistérios divinos que são os Orixás.Correspondam ao momento atual de sua religião e, no futuro, quando todos rezarem por umamesma cartilha, aí se realizarão e dirão: “Meus amados Orixás, valeu a pena minha tenacidade,resignação, humildade, amor e fé, pois minha religião prosperou entre os homens”!Saravá, os Orixás!Saravá, irmãos em Oxalá!
(Extraído de “O Código de Umbanda”, adaptado por Rodrigo Queiróz).

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


Quisera, senhor, neste Natal,
Armar uma árvore dentro do meu coração
E nela pendurar, em vez de presentes,
Os nomes de todos os meus amigos!
Os amigos de longe e de perto
Os antigos e os recentes
Os que vejo a cada dia
E os que raramente encontro.
Os sempre lembrados
E os que, às vezes, ficam esquecidos.
Os constantes e intermitentes,
Os das horas difíceis e os das alegres.
Os que, sem querer, eu magoei
Ou, sem querer, me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente
E aqueles de quem me são conhecidas
A não ser as aparências.
Os que pouco me devem
E aqueles a quem muito devo.
Meus amigos jovens e os meu amigos velhinhos.
Amigos homens feitos e as crianças, minhas amiguinhas.
Meus amigos humildes
E meus amigos importantes.
Os nomes de todos que já passaram pela minha vida.
Os que me admiram e me estimam sem eu saber
E os que eu amo e estimo sem lhes dar a entender.
Quisera, Senhor, neste Natal,
Armar uma árvore de raízes muito profundas
Para que os seus nomes nunca mais
Sejam arrancados da minha vida.
Uma árvore de ramos muito extensos
Para que novos nomes, vindos de todas as partes,
Venham juntar-se aos já existentes.
Uma árvore de sombra muito agradável
Para que nossa amizade seja um momento
De repouso no meio das lutas da vida.
Que o Natal lhe proporcione momentos de paz e que a prosperidade, diariamente, faça parte de sua vida.
Feliz Natal e um fraterno e próspero 2012!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A PALAVRA DE ORDEM É: PERDOAR

Quase sempre quando nos sentimos injuriados, nossa tendência é aumentar o fato que nos desagradou. Se fomos ofendidos por esse ou aquele motivo, quase sempre encapsulamos o desejo de desforra e mantemos o "link" mental com as forças poderosas das trevas, que somadas a outras tantas potencializam as sombras de nossos desagravos.

Diante disto , predominam os núcleos formados pelo egoísmo e pelas paixões primitivas, porque nossos corações são duros e cremos que estamos sempre com razão. E quanto mais arraigados nesta certeza, mais esforço será necessário para que despertemos para a real necessidade do perdão. Mister tentemos entender o que ocasionou a ofensa. Por vezes, fomos nós mesmos os promotores dela, por algo que tenhamos dito ou feito.

Há casos e casos. A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém. Tal atitude não deve assumir, porém, o caráter da agressão nem do revide, devendo , sem dúvida, ser manifestada para que o outro perceba as conseqüências de seus atos. Contudo, em várias ocasiões , por gostar muito de alguém , relevamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e perdoando quando caberia a repreensão e advertência obrigatória.

Até porque perdão não significa conivência com o erro. O bom senso sussurra que atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável. Isto não é amor, mas, subserviência ou omissão.

Perdoar coisas leves contra nós mesmos é relativamente fácil, porém quando se trata de algo mais sério como um assassinato, um estupro, uma infidelidade conjugal por exemplo, a dificuldade de superação da mágoa aumenta consideravelmente. Por isso que a Doutrina Espírita leva refletir, que o perdão será sempre o sentimento que nas superações pessoais transcendem ao próprio ser.

Devemos dar o direito de a pessoa ser agressiva, mas não nos dar o direito de revidar a agressão. A raiva é semelhante a um raio. Pode provocar danos graves. É inesperada. Mas o rancor é calculado. É necessário que aprendamos a colocar um pára-raios e evitemos os tóxicos deste sentimento negativo. No entanto, esquecer ofensa depende da nossa memória. Muita coisa queremos esquecer e simplesmente não esquecemos. Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento. Mas conservar a mágoa é da minha vontade. Se eu conservar a mágoa tenho um transtorno psicológico, sou masoquista, gosto de sofrer. Como seres emocionais sentimos o impacto da agressão, mas não devemos nos revoltarmos, e trabalhemos para esquecer.

Perdoar não é esquecer por esquecer. É compreender e colocar-nos no lugar do outro. O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação. São claras as palavras de Jesus no evangelho de Mateus: "Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem e caluniam; ". Jesus trata de uma das mais complexas dificuldades do ser humano: perdoar a quem nos ofende.

Desenvolvemos muitas doenças por que não conseguimos perdoar, isto é, cristalizamos nas mágoas os processos de vindita através das idéias obsessivas, cujas causas deslocam-se do campo íntimo em desarmonia exteriorizando-se no somático. Em verdade os estados mentais enfermos serão invariavelmente refletidos no corpo físico através de variada sintomatologia seja no ódio, no rancor, resultando, por via de conseqüência, em nossa prisão a influências inferiores, engendrando uma cadeia mórbida de patologias devastadoras.

O espírito de Manoel P. Miranda diz que " o ódio é fruto do egoísmo, do personalismo magoado, e Kardec comenta no Evangelho segundo o Espiritismo que "O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima do mal que lhes quiseram fazer. "

Pesquisas modernas indicam que o ato de perdoar pode aplacar a tensão, reduzir a pressão sanguínea e diminuir a taxa de batimentos cardíacos. Perdoar, portanto, não é somente uma questão de conquista emocional e espiritual, é também uma questão de saúde. O Evangelista Mateus narra a passagem em que Jesus disse: "Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: 'Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?' - Respondeu-lhe Jesus: 'Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes".

Não resta dúvida que aprendendo a perdoar, estaremos promovendo nosso crescimento espiritual. A condição do verdadeiro perdão é o esquecimento. Mas não podemos deixar-nos encharcar de hipocrisia ao ponto de dizermos que já conseguimos isso com todos os que nos ofendem.

É certo que para nossas aparências sociais "o perdão significa renunciar à vingança, sem que o ofendido precise olvidar plenamente a falta do seu irmão; entretanto, para o Espírito Evangelizado, perdão e esquecimento devem caminhar juntos embora prevaleça para todos os instantes da existência a necessidade de oração e vigilância. Aliás, a própria lei da reencarnação nos ensina que só o esquecimento do passado pode preparar a alvorada de redenção".

O Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo X dá a dimensão do perdão, na sua forma mais simples e mais agradável a Deus, levando-nos a refletir nas palavras do Mestre registradas por Mateus entre as Bem-Aventuranças:  "Se perdoares aos homens as faltas que cometeram contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, si não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados".  Jesus, aconselhou amar os nossos inimigos no enfoque de não devolver com a mesma moeda aquilo que nos foi desferido. Oferecendo, porém, a outra face, a face do bem, pois assim cortar-se-ia pela raiz os sentimentos de vingança.

Cabe aqui um registro de grande importância é o exercício do perdão na intimidade familiar. Não podemos perder de vista a suprema necessidade do perdão em família. Precisamos muito mais do perdão, dentro de casa, que na ribalta social, e muito mais de apoio recíproco no ambiente em que somos chamados a servir, que nas veredas ruidosa do mundo. E se Jesus nos ensinou perdoar setenta vezes sete aos nossos inimigos, quantas vezes deveremos perdoar aos amigos (familiares) que nos entretecem a alegria de viver dentro do ambiente doméstico?

Portanto, aconteça-nos o que acontecer, não cedamos, nunca, a pensamentos de rancor e de vingança; isto poria em ação forças destrutivas que, mais cedo ou mais tarde, reagiriam contra nós mesmos. Certamente, os agravos que nos façam não ficarão impunes, mas deixemos a cargo do Criador a justa correção.

(Artigo gentilmente cedido por Jorge Luiz Hessen)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A UMBANDA?


Sabemos que cada terreiro de Umbanda tem seus fundamentos, sua direção, sua liderança, seus princípios, sua história e suas particularidades tanto quanto nos rituais de culto quanto nas doutrinas professadas. Sabemos também que não existe uma doutrina única da Umbanda, mas podemos afirmar que ela tem suas raízes fundamentadas nos cultos de nação, indígena, espírita e cristão, abrindo assim um leque de diversidades onde se justificam todas essas diferenças. Então, devemos começar por respeitar essas diferenças, pois para entendermos essas particularidades se faz necessário um estudo detalhado das origens de cada casa. Hoje com o avanço da ciência e da tecnologia, o homem mudou muito seus conceitos em relação ao mundo onde vive, sobre si mesmo e o sobrenatural. Podemos ao simples toque de uma tecla, acessar vários materiais divulgados nos diversos meios de mídias, onde vemos cada vez mais exposto as particularidades de cada terreiro. A facilidade a esse conteúdo, muita das vezes, faz com que um terreiro acabe, mesmo que subjetivamente, influenciando um ao outro, havendo assim uma troca de experiências e de conhecimentos, o que de certo modo vem sendo muito importante para o crescimento da Umbanda. Esse diálogo através da mídia vem se fundamentando cada vez mais, tornando-se raros os grupos que se fecham não procurando estudar e aprender com essas diversidades. Acreditamos que através desse diálogo e de um debate aberto, se possa chegar a um consenso quanto a Doutrina da Umbanda e o respeito mútuo entre seus praticantes. Os dirigentes de terreiros, que ainda não o fazem, deveriam começar a dar a devida importância também aos estudos doutrinários, para que o novo adepto tenha uma base sólida e bem desenvolvida, assim ele próprio poderá discernir quanto o que é "certo" e o dito ”errado”. Sem esse estudo, o adepto ficará sem fundamentos, sem bases, o que alimentará ainda mais a ignorância e discórdia entre os umbandistas. Em muitos terreiros ainda não existe um estudo teórico e fundamentado da religião. O que impera, infelizmente, é que este estudo é desnecessário e que devemos apenas seguir as orientações recebidas dentro do terreiro, essas que em sua maioria são somente práticas, onde o adepto aprende através da vivência e da observação no dia-a-dia de seus trabalhos na casa, ou conversando e tirando suas dúvidas com os outros filhos do terreiro. Não se permite também, de forma alguma, que um médium visite outro terreiro, justificado muita das vezes, pelo dirigente, pelas demandas que enfrentarão. Assim vemos muitos terreiros ainda fechados a preceitos antigos. Deixamos claro aqui que até concordamos em parte com essa proibição, quando é pela falta de preparo do médium e/ou por ele ainda está em fase de desenvolvimento. Por isso se faz necessário o estudo aprofundado da Doutrina Umbandista, não como imposição, mas como um diálogo aberto. O adepto deve sim seguir as orientações da casa, seus fundamentos, mas nada impede que ele como forma de estudo pesquise todas as correntes, suas literaturas e rituais. Essa pesquisa deve ser vista como forma de enriquecimento do saber, o que certamente servirá para agregar valores aos fundamentos do médium e da própria casa. Vemos, na maioria das vezes, a Umbanda sendo abordada em debates por dois aspectos: Razão e Emoção. Quando é abordada pela Emoção utilizam-se a fé e a afinidade de pensamentos, se fechando assim à outras abordagens e explicações tanto para os fenômenos quanto para os rituais. Por outro lado quando ela é abordada pela Razão se utilizam somente do conceito lógico e científico para buscar essas explicações. As duas formas são necessárias, mas se levadas ao extremo podem acarretar grandes problemas. Por exemplo: quando nos deixamos levar somente pela Emoção, agimos de forma cega e não admitimos ser contrariados, nos fechando a um fundamento e isto é suficiente. O grande perigo é a proliferação do fanatismo religioso, onde pela ignorância podemos ser levados ao erro, e só fazemos isso ou aquilo quando o dirigente ou o mentor da casa disser para fazer. Em prática, isso nos leva ao ostracismo, a obtusação e a nos tornar marionetes ou meros fantoches nas mãos de pretensos sábios e donos da verdade. Mas também pode ser muito perigoso agirmos somente com a Razão, levando em consideração somente a lógica, o pensamento científico e a pesquisa aprofundada na busca de uma explicação dos assuntos, pois levada ao extremo, nos tornará materialistas e pretensos donos da verdade. É preciso então, procurar um ponto de equilíbrio entre ambas, Razão e Emoção, sempre buscando, com bom senso, as explicações e fundamentos com a cabeça aberta ao diálogo e ao novo. A Doutrina da Umbanda deve ser baseada nesse equilíbrio, facilitando o conhecimento dos temas abordados e solidificando a cada dia seus fundamentos. Não devemos estudar a Umbanda sem levar em consideração todas as suas raízes, nos limitando somente a prática da incorporação mediúnica, muito menos perder tempo discutindo os rituais utilizados por este ou aquele terreiro. Devemos deixar esta questão para outro estagio e nos aprofundarmos nas suas origens para assim construirmos convicções sólidas baseadas na verdade, no amor e na caridade, pois só assim veremos os rituais se modificando por si próprios.

FONTE:TEDES - APOSTILA DE ESTUDO / UMBANDA –CONCEITOS BÁSICOS

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PROCURA-SE

http://www.pessoasdesaparecidas.org/cadastro/procuro-por-jose-dos-santos/

  • Nome da pessoa desaparecida: josé dos santos
  • Nome da Mãe: gelu jesus dos santos
  • Cidade do Desaparecido: curitiba
  • VISTO PELA ÚLTIMA VEZ: 01/11/2011
  • Estado: Paraná
  • País: Brasil
  • Cicatrizes e Marcas: mancha de nascimento nas costas
  • Altura: 1.72
  • Cor da Pele: Marrom Clara
  • Tipo de Cabelo: Ondulado
  • Cor do Cabelo:: Grisalho
  • Cor dos Olhos:: Castanho-escuro
  • Seu nome: sheylla rodrigues
  • Eu sou...: Parente
  • Anunciado em: 06/11/2011 10:58 AM
  • Expira: 361 dias, 13 horas

Descrição

estava de jeans e blusa azul.