quarta-feira, 10 de novembro de 2010

LEI DE CAUSA E EFEITO

LEI DE CAUSA E EFEITO
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A Lei de Causa e Efeito, conhecida também com o nome de Lei de Ação e Reação ou Lei do Carma, é uma lei natural, espiritual e universal, essencial para a evolução das almas.
André Luiz [Ação e Reação] nos diz:
"É a conta do destino criada por nós mesmo, englobando os créditos e os débitos que em particular nos digam respeito. É o sistema de contabilidade do Governo da Vida."
Consiste, portanto, nos padrões de hábito que uma pessoa estabeleceu e as repercussões desses padrões sobre si mesma e sobre os outros.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Allan Kardec examina [CI-cap VII] com profundidade a Lei de Causa e Efeito. Através de 33 itens, ele tece inúmeros comentários importantes a respeito. Apresentamos uma síntese:
a) "O estado feliz ou desgraçado de um Espírito é inerente ao seu grau de pureza ou impureza. A completa felicidade prende-se à perfeição. Toda imperfeição é causa de sofrimento e toda virtude é fonte de prazer."
O homem sofre em função dos defeitos que tem: a inveja, o ciúme, a ambição, os vícios sociais são as causas fundamentais dos sofrimentos. Diz Kardec, que a alma que tem dez imperfeições, por exemplo, sofre mais do que a que tem três ou quatro.
Portanto, o único caminho que nos levará à felicidade completa é o do esforço constante no combate às más inclinações, através da reforma íntima;
b) "O bem como o mal são voluntários e facultativos: livre o homem não fatalmente impelido para um nem para outro."
Em [LE-qst 645] os benfeitores espirituais afirmam que não há arrastamento irresistível. O homem tem sempre liberdade de escolher entre o bem e o mal e seguir o caminho da correção ou do vício. Por esse motivo, por ter escolhido livremente a opção a tomar, ele torna-se responsável pelos seus atos. Emmanuel diz:
"A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória."

c) "A responsabilidade das faltas é toda pessoal, ninguém sofre por erros alheios, salvo se a eles deu origem quer provocando-os pelo exemplo quer não os impedindo quando poderia fazê-los."
Perante a Lei de Causa e Efeito não existem "vítimas". Só respondemos pelos nossos atos e jamais pelos atos alheios. A ninguém deve o homem culpar em caso de sofrimento, a não ser a ele mesmo, pela sua incúria, seus excessos ou a sua ambição.
Quando mais de uma pessoa vêm a cometer o mesmo erro, tornam-se todos incursos na Lei de Causa e Efeito e, muitas vezes, deverão, juntos, repararem esse erro. Muitos casos de calamidades coletivas, expiações de grupos ou famílias inteiras enquadram-se nessa situação.
O carma, portanto, pode ser:
. Individual: um único Espírito está incurso na Lei;
. Familiar: quando vários membros de um mesmo núcleo familiar estão inseridos no processo cármico;
. Coletivo: quando toda uma coletividade comprometeu-se com a mesma falta.
d) "A alma traz consigo o próprio castigo ou prêmio, onde quer que se encontre, sem necessidade de lugar circunscrito."

Céu e Inferno, ensina-nos a Doutrina Espírita são estados de consciência. O primeiro corresponde a uma consciência tranqüila em função do serviço bem feito e da atitude sempre correta. O segundo existe em decorrência da culpa, do remorso, que cria para a alma viciosa um campo magnético negativo, através do qual as obsessões, as enfermidades físicas ou psíquicas, ou mesmo os lances desditosos da existência vão se desenvolver.
André Luiz denomina "zona de remorso" a esta área que se estabelece na consciência do homem ante a atitude incorreta. Segundo este autor, a "zona de remorso" será responsável pela radiação doentia que vai infelicitar o perispírito do indivíduo, carreando para ele uma série de possibilidades dolorosas.

QUADRO VI - Mecanismo da dor
Atitude incorreta ----> Zona de Remorso ----> Lesão perispirítica em decorrência de radiações doentias =
==> DOR FÍSICA ----> Plasma o corpo físico enfermo
==> DOR MORAL ----> Gera um campo magnético negativo que atrai a desdita
==> OBSESSÕES ----> Permite a sintonia com a vítima
e) "Toda falta cometida é uma dívida contraída que deverá ser paga; se o não for na mesma existência, se-lo-á na seguinte ou seguintes." Em muitas oportunidades, as faltas cometidas numa existência, podem ser reparadas na mesma encarnação; outras vezes, somente na existência posterior terá a alma culpada condições de resgate; e, em determinadas situações, serão necessárias diversas encarnações para que a dívida seja saldada.
Bezerra de Menezes [Dramas da Obsessão] lembra que em algumas oportunidades a alma culpada não possui condição evolutiva ou estrutura psicológica para receber a carga de sofrimento, decorrente do erro. Nestes casos, a lei dá-lhe um tempo de moratória para que se estruture intimamente e possa, no futuro, responder pela falta. Registra-mos as palavras do benfeitor:
"Existem obsessores tolhidos numa reencarnação para a experiência de catequese, quando, então, todas as facilidades para um aprendizado eficaz das leis do Amor e da Fraternidade lhes serão apresentadas. Muitos, só mais tarde, em encarnações posteriores, estarão em fase de reparações e resgates."

f) "Pela natureza dos sofrimentos e vicissitudes da vida corpórea pode julgar-se a natureza das faltas cometidas em anteriores existências."
Allan Kardec comenta [LE-qst 973]: "cada um é punido naquilo em que errou"; porque observa-se uma correspondência íntima entre o tipo de sofrimento e o tipo de falta. André Luiz [Ação e Reação] apresenta várias possibilidades, como mostra o quadro abaixo.

QUADRO VII - Lei de Causa e Efeito

Falta
Resgate
Aborto
Esterilidade, doenças genitais
Incontinência sexual ou erros no amor
Impotência sexual ou frigidez, decepções na vida afetiva
Ociosidade, indolência
Desempregos, má remuneração profissional, paralisias
Calúnia ou maledicência
Doenças das cordas vocais
Beleza física mal canalizada
Doenças de pele
Erros cometidos no esporte e na dança
Reumatismos diversos
Inteligência canalizada para o mal
Hidrocefalia, oligofrenias
Suicídio
Doenças congênitas graves, acidentes mortais na infância e adolescência
g) "A mesma falta pode determinar expiações diversas, conforme as circunstância atenuantes ou agravantes." Dois fatores condicionam sempre a gravidade de uma falta: a intenção e o conhecimento do erro. Embora as faltas sejam sempre as mesmas, a responsabilidade do culpado ante o deslize será maior ou menor em função do grau de conhecimento que ele possui e de sua intenção ao cometê-lo.
Com relação ao grau de adiantamento, Kardec informa que as almas mais grosseiras e atrasadas são, via de regra, mais atingidas pelos sofrimentos materiais, enquanto os Espíritos de maior sensibilidade e cultura são mais vulneráveis aos sofrimentos morais.
h) "Não há uma única ação meritória que se perca: todo ato meritório terá recompensa."

A Lei de Causa e Efeito não apenas pune o culpado, mas também premia a alma vitoriosa. Denomina-se "carma positivo" aos condicionamentos sadios que o Espírito atrai para si, em decorrência de atitudes corretas e vivência altruística;
i) "A duração do castigo depende da melhoria do culpado. O Espírito é sempre o árbitro da própria sorte, podendo prolongar o sofrimento pela persistência no mal ou suavizá-la ou mesmo superá-la em função de sua maneira de proceder."
Kardec mostra que não existe condenação por tempo determinado. O que Deus exige, por termo do sofrimento, é um melhoramento sério, efetivo, sincero de volta ao bem;

j) "Arrependimento, expiação e reparação constituem as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta."
O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Mas não basta o arrependimento, embora ele suavize os cravos da expiação.
A expiação consiste nos sofrimentos físicos ou morais que são consequentes à falta, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal.
A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros numa existência, achar-se numa encarnação ulterior em contato com as mesmas pessoas de modo a demonstrar reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A COR NO OCULTISMO

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A COR NO OCULTISMO

Qual o sentido existente na predileção de cada pessoa por determinadas cores?
Poderá influir em nosso futuro, o fato de nos rodearmos de uma cor ou de outra?

Investigação sobre as cores

Hoje sabemos que a cor dos objetos depende da onda de luz que refletem, mas até meados do século XVII, a natureza das cores permanecia sendo um mistério insolúvel. A primeira investigação sistemática se deve à Isaac Newton, que por volta de 1648 conseguiu decompor uma face de luz clara e tornar a recompô-la mediante um sistema de lentes invertidas. Era a primeira vez que se realizava esta operação e dela Newton deduziu (que naquela época contava então com pouco mais de vinte anos) que o espectro das cores do arco-íris, já se encontrava dentro do primitivo raio de luz. No século XX, a Psicologia deduziu importantes conseqüências sobre a influência das cores no comportamento humano, coincidindo no essencial, com o que tradicionalmente veio ensinando o ocultismo.

Cor e Religião

Antigamente a cor era tida como representação das forças naturais, de forma que o vermelho era a representação do fogo, o amarelo era o sol, o verde refletia a folhagem da primavera e o azul era o reflexo do céu e do mar. Mais tarde, as diversas religiões, começaram a identificar as cores com suas divindades. Assim começou a importância do ouro, sempre símbolo do Ser Supremo. Seguindo este costume, os cristãos representaram a Virgem de branco e azul e hoje, exclusivamente na Espanha e no Peré, vestem-se desta cor os oficiantes da cerimônia que se celebra nos dias da Imaculada Conceição. Igualmente se concedeu ao vermelho, preto e amarelo enxofre, o triste significado das coisas diabólicas. Os imperadores romanos viram no púrpura o símbolo do poder, tradição que seguem prelados e cardeais.

Com que pode contribuir-nos a Colorimetria , e como servir-nos dela?
O ideal seria podermos conhecer a cada momento o cromatismo da aura de cada pessoa, analisar a cor predominante em determinado instante que vem a ser a prolongação de nosso estudo da Anima.
Lamentavelmente, apenas poucas pessoas podem ver (sem o uso do Kirliam) a cor de uma aura e por isso devemos nos contentar em fazer uma análise baseada nas cores favoritas de cada um. Mas leve-se em consideração que a preferência não só muda ao longo da história, senão que se modifica geralmente em cada indivíduo pelo simples transcurso dos anos. As crianças geralmente preferem as cores mais vivas e chamativas, que depois vão moderando à medida em que crescem. Por essa razão, a resposta da colorologia não pode ser válida a longo prazo. Serve apenas para indicar o estado de ânimo de um momento que durará tanto quanto nossa preferência pela cor que tenhamos escolhido. Claro que será difícil que exista uma preferência exclusiva por uma determinada cor, geralmente ocorrendo a tendência a várias e então, haverá que analisar os diversos matizes e tendências, dando prioridade à cor predominante entre as escolhidas.

Vermelho
É a mais forte das cores e seu grande impulso ativo a faz predominar onde se encontra misturada à outras, impondo seu significado de firmeza e bravura. Em sentido negativo indica vingança e não ferocidade como normalmente se pensa. Dá sempre idéia de grande vitalidade que, ocasionalmente, pode redundar em excessos.
As tendências próprias do vermelho são: a paixão, o impulso, a resistência, proporciona valor, alegria de viver e amor à aventura. Por isso, aqueles que o preferem ou se sentem identificados com ele, devem saber controlar-se para que não se vejam exaltados por um excesso de vitalidade que lhes possa resultar fatal.

Castanho
É um forte matiz do vermelho, que demonstra vigor acompanhado de grande fortaleza do espírito.
As pessoas dominadas por esta cor, costumam estar cheias de grandes projetos para realizar empresas grandiosas. São pessoas providas de um enorme espírito de luta, que, costuma colocar-se em evidência, especialmente quando se choca com obstáculos que o coloca em clara desvantagem, ou em ocasiões em que se vê totalmente diante à uma adversidade, a princípio insuperável.

Magenta
É a tendência mais otimista e possessiva das tonalidades derivadas do vermelho. Reflete uma pessoa desejosa, não de lutar, mas de chegar ao cume antes de qualquer outro competidor, ainda que para isso tenha que utilizar meios reprováveis. Trata-se de pessoas dispostas a competir e desafiar à todo o mundo, com enormes ânsias de êxito. Seu aspecto ativo não se limita à área física, senão que demonstra igualmente uma grande agressividade no campo mental, acarretando esforços que seriam impossíveis à outros, especialmente pelo teor de sua obra.
Seu grande defeito é possuir uma natureza excessivamente volúvel que o leva a exigir demais por parte dos outros ao seu redor, sem parar para pensar na conseqüências, nem deter-se muito para verificar do que é capaz cada um.

Escarlate
É a tonalidade mais apaixonante do vermelho e como tudo apaixonante, pode produzir, desde a natureza mais agradável, exemplo de um modelo de virtudes, até o ser mais abominável e recusado pela totalidade de todos os que o rodeiam. Não existe meio-termo naqueles que se relacionam com esta tonalidade. Ou farão inveja à seus amigos, convertendo-se em líderes inatos por suas qualidades e simpatia, ou então, ficarão sós, amargurados e abandonados por seus inúmeros defeitos e pela complexa incapacidade para identificar-se com o resto das pessoas.

Rosa
É uma tonalidade que demonstra mais amor que afeto. Trata-se de naturezas inclinadas a servir ao próximo, que se entregam totalmente e sentem grandes desejos de voltar-se em auxilio dos outros, porém, mais por verdadeiro masoquismo do que por verdadeiras ânsias de cooperação. Quiçá sua última motivação não seja o resultado final, senão mais um fato de oferecer-se, quase em sacrifício, daqueles a quem necessitando-os ou não, os cercam.

Laranja
Representa às pessoas extremamente altivas e que possuem grandes doses de confiança em si mesmas, tanto que quando entram em um local, acreditam que todos a estão olhando. Não obstante estejam revestidas de boas maneiras, costumam ser pessoas capazes de impressionar aos demais, razão pela qual se lhes atribui um êxito enorme em tudo o que implique relações públicas, como o palco e a política.

Esmeralda
É um verde muito vivo, no qual a adaptabilidade própria dos verdes se transforma em desejos de aventura. Participa de todo o forte vigor próprio do vermelho. Costuma caracterizar as pessoas de caráter muito forte, íntegras e insubmissas, que sabem fazer com que as situações se ajustem às suas necessidades, tirando o maior proveito daquelas que se ponham a seu alcance, sem que por isso façam mal ao próximo. São pessoas independentes, cuja determinação lhes faz parecer simpáticos aos olhos dos demais, mas cuja manifestada individualidade costuma acarretar-lhes muito poucos afetos sinceros e desinteressados. Desgraçadamente costumam ser pessoas que jamais encontram o amor, que desejam permanece solteiras, sendo o tio ou tia preferido dos filhos de seus familiares e amigos.

Oliva
É uma tonalidade opaca e pálida do verde e como todas as cores fracas, costuma ser uma vibração claramente negativa, em contraste com o brilhante verde limão. Geralmente define as pessoas que evitam questões, buscando desculpas para seus fracassos e procurando sempre evadir-se de suas responsabilidades. Dificilmente se pode esperar ajuda de uma pessoa influenciada por esta cor, que geralmente é um indivíduo evasivo, com dificuldades de comunicação pela sua inata carência de aptidões comunicativas.

Maçã
É o mais esperançoso dos verdes, cheio de simpatia, vontade de ajudar e agradar aos demais. Sempre feliz e desejoso de uma vida o mais agradável possível, cercado de gente contente e alegre, que geralmente costuma disputar sua companhia. É a alma das reuniões e festas, procurando sempre agradar aos demais e fazendo-os rir a cada momento.
Seu único defeito é que se deixa levar por um excesso de romantismo, que pode fazê-lo perder a visão da realidade.

Verde
É a cor da Natureza, fazendo com os que se sentem atraídos por ele, pessoas sentimentais e muito simpáticas, facilmente adaptáveis às circunstâncias que os rodeiam. Mas devem evitar deixar-se levar por uma fraqueza latente que sempre se acha a espreita e que pode conduzi-los a um excesso de auto-compaixão, especialmente quando se encontram a meio caminho do triunfo, onde costumam desculpar-se culpando aos demais daquilo que somente é responsabilidade de si mesmos.
É uma cor diametralmente oposta ao vermelho. Demoram muito em zangar-se e raramente chegam a encolerizar-se. Sua característica primordial, é a moderação em todas as ações. Como a Natureza costumam ser firmes e imutáveis, incapazes de submeter-se ante a desgraça e impondo constantemente seu grande espírito de determinação, cheio de serenidade.

Amarelo
É uma cor que goza de muito má fama, quando na realidade não deveria tê-la. Suas características se tornam mais apreciáveis à medida que se intensifica, sendo melhor quanto mais viva se refletir. Se tiver uma leve inclinação ao laranja, implica grande inteligência. O tom dourado é símbolo permanente da realeza. É uma cor a qual os místicos orientais atribuem o poder de vencer todos os males e afastar todos os perigos.

Verde mar
É o tom mais escuro e forte dos verdes e por isso, implica certa ofuscação de propósitos, que podem facilmente produzir com que a inveja prevaleça sobre as restantes características do indivíduo. Também é propenso a astúcia, que mal dirigida e desprovida de qualquer prudência, pode resultar extremamente contraproducente.

Azul
É a cor da sensibilidade, misturada muito freqüentemente com a fé e que faz aqueles que se identificam com ela, a comportarem-se com tais ânsias de ficar bem ante os que o rodeiam, que às vezes podem, inclusive, chegar a comportarem-se mal, precisamente por seu fervor exagerado.
Todo mundo sabe que o azul do céu e do mar é infinitamente variável e isso é uma característica a mais da personalidade dos que são dominados por esta cor, cuja atitude mais negativa é a inconstância. Por isso lhes é recomendável concentração em tudo que empreenderem, encarar seus desempenhos com mais profundidade e sobretudo, tomar com mais carinho, tudo que fizerem.

Celeste
É a cor da generosidade, a preferida de todas aquelas pessoas que decidem afastar-se da vida mundana para dedicar-se ao bem e às causas mais nobres. É o azul em sua mais etérea tonalidade. Realça todas suas qualidades, supõe um desprendimento absoluto do eu para alcançar níveis que só aos eleitos estão reservados. É a cor que com mais dificuldade se encontra na aura humana, denotando a raridade com que aparecem neste mundo, pessoas capazes de desinteressar-se por si mesmas e encontrar a felicidade no bem-estar alheio.

Marinho
É um tom escuro que denota fortaleza, mas tendendo muito ao preto, poderá ser símbolo de auto-suficiência. Geralmente, e em seu cromatismo próprio, significa fidelidade no amor, constância em todas as tarefas e confiança, não só nos outros, como também digno da confiança alheia.
Trata-se de uma cor própria para as associações e os esforços em comum. Quem se sete atraído por ele, estará constantemente cercado de amigos e será precisamente então, quando o marinho dará tudo que leva dentro de si mesmo.

Índigo
Esta cor também é conhecida pelo nome de anil, proporcionada pelo corante orgânico que leva seu nome e que na antigüidade foi incrivelmente caro e particularmente apreciado por sua resistência à luz. Representa devoção e afeto, dividindo com o celeste o mútuo desejo de colaborar e ajudar os demais. Contudo, nela podem ser encontradas caprichosas características que a distingue da anterior. Como todas as demais tonalidades azuladas, são pessoas amantes da Natureza, especialmente do mar. Junto ao qual sabem encontrar a paz de espírito que lhes carece em zonas fechadas e dentro das grandes cidades.

Violeta
Representa a grandeza e tudo o que nesta vida se tem por importante. Não é uma cor fácil, como não o são as pessoas que o escolhem. Costumam mostrar-se auto-suficientes, demonantes em excesso, preferindo o ritual antes que o assunto direto e são extremamente dados ao protocolo, demonstrando um desapego absoluto pelo profano e procurando sempre que o ordinário, cotidiano e rotineiro não chegue a influenciá-los. Tratarão sempre de que sua opinião prevaleça, sem importar-se demais que a razão esteja ou não consigo. Recusarão todo tipo de críticas sem sequer buscar qualquer justificação para sua conduta, pois no fundo, pensam que são superiores aos demais e que o resto dos mortais, não têm direito a julgá-los.

Púrpura
É o matiz próprio da realeza, sendo-lhe aplicável tudo que foi dito em relação ao violeta, em grau superlativo. Sua capacidade para considerar-se superior aos demais carece de qualquer limite. Só permitem ser comparados aos deuses, de quem se consideram uma prolongação, que foi castigada ao passarem uma temporada neste vale de lágrimas que, certamente não consideram à sua altura.
Só conseguem êxito naquilo que desejam que saiba comportar-se a altura do que se pudesse esperar deles. No caso de chegarem onde se haviam proposto, mudarão radicalmente na forma de encarar as coisas, pois já as contemplam desde cima e se haverão distanciado do resto do gênero humano, que parece ser o que realmente lhes agrada.

Branco
Tem sido considerado sempre o símbolo da pureza, contudo as pessoas influenciadas pelo branco se caracterizam por Ter uma mente isenta de complexidades. Trata-se mais de uma tonalidade neutra que depende muito das circunstâncias que rodeiam o sujeito e muito especialmente das cores que a acompanharem. Sua característica primordial será sua desesperante concentração pelos detalhes, por mínimos e poucos importantes que pareçam. Neste sentido costumam ser pessoas que dificilmente estão plenamente satisfeitas, porque quase nada as deixa contentes, mostrando-se muito pouco compreensivas das circunstâncias que ocorrem com as pessoas que os rodeiam.

Cinza
É o tom da incerteza. Desde o cinza claro, que indica temor, até o mais escuro, símbolo do Egoísmo, passando pelo intermediário, que pressagia temeridade, trata-se sempre de uma cor extremamente enganadora. As pessoas incluídas nesta cor parecem ser conformadas e demonstram uma atitude passiva ante os acontecimentos, que costuma resultar fictícia, porque sempre estão à espreita para saltar na menor oportunidade que se apresentar. Revestem-se de uma falsa modéstia que lhes é imposta pelas circunstâncias, com a qual raramente estão conformadas. Tudo isso poderia ocasionar um ressentimento profundo daqueles que se consideram fracassados de algo que não são culpados e dos que costumam culpar as circunstâncias e aos demais que os rodeiam.

Preto
É a cor do luto e da pobreza, por isso, sendo considerado triste. É também da formalidade e convenção, proporcionando dignidade sem que isso represente falso orgulho. É a mais poderosa de todas as cores, aplacando todas as demais, virtude pela qual é acusada de uma certa displicência e de excesso de poder, com toda razão e contra as quais se deve lutar.
Entre as pessoas que a escolhem costumam predominar os juizes e legisladores que, se não são levados pelos defeitos mencionados anteriormente, costumam ser exemplos de preclaros jurisconsultos pela sábia e sóbria moderação, assim como por seu controlado equilíbrio.
Seu único defeito será sempre a falta de alegria, que lhes fará parecer como personagens entorpecidos e carentes do menor sentido de humor, ainda que tenham um fundo diferente que, contudo, lhes é muito difícil de transmitir aos demais.

Dourado
Não é uma cor natural, mas sim, sobrenatural. Aparece sempre como símbolo da realeza ou referente ao mundo mágico. É princípio e fim da alquimia e da pedra filosofal, aparece sempre na cabala e com ele se realizam os arabescos que enfeitam os aposentos das estórias das 1001 noites, sendo sinônimo de dinheiro.
Expressa a essência e providência do Espírito Divino, mas tem sido confundido freqüentemente, por infelicidade, com a própria divindade.
Por apropriarem-se de seus reflexos cometeram-se os maiores crimes e erros da história e quem cair sob sua influência deverá estar alerta constantemente para não deixar-se dominar por seus raios.

Bibliografia:
AS CIÊNCIAS PROIBIDAS

Oração feita por Gandhi

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Oração feita por Gandhi:
“Senhor, ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
 Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
 Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
 Não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
 Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo. Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo; nem cair em desespero se fracasso.
 Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza. Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me.
E se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti, nunca Te esqueças de mim.”