sábado, 24 de fevereiro de 2024
Desenvolvimento mediunico - Como é ???
O que é mediunidade???
O verdadeiro médium umbandista
terça-feira, 6 de fevereiro de 2024
Novena para seu Zé Pelintra
Elementos necessários para a novena
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
꧁༒ ℂ𝔸𝔽𝔼𝕆𝕄𝔸ℕℂ𝕀𝔸 ༒꧂
Você já ouviu falar que é possível prever o futuro através da borra do café? Este oráculo é chamado de Cafeomancia, e é uma técnica árabe utilizada desde a antiguidade para o desenvolvimento da intuição. A cafeomancia afirma que o café é capaz de facilitar a comunicação espiritual, por isso a sua prática ajuda a aumentar a nossa sensibilidade e a nossa percepção espiritual.
Junte- se a nós para aprender a leitura deste oráculo milenar.
*Ebook ao final*
*Certificado de participação*
Materiais necessários:
☕Café
☕Xícara e pires branco
♨️Incenso
🕯️Vela
꧁ 𝖁𝖆𝖑𝖔𝖗 𝖉𝖊 𝖙𝖗𝖔𝖈𝖆 𝕽$ 35,00꧂
https://chat.whatsapp.com/KM0yKyahW4GEo08sfU7twl
*Neste curso você vai aprender:*
☕Como iniciou a prática da cafeomancia
☕Algumas formas de consumo do café no mundo
☕A borra de café e os elementos
☕Preparo do Ambiente
☕Preparando o café
☕Servindo o Café
☕Preparo da Xícara
☕Fazendo a Leitura
☕ Passado / Presente / Futuro
☕Interpretando a Leitura
☕Como aprender a identificar as formas?
☕Significados dos símbolos
Todos esses materiais devem ser de uso exclusivo para a Cafeomancia ok 👇🏽👇🏽👇🏽
Xícara branca e pires
Recipiente para o preparo do café
Incenso
Cristais
Vela da cor preferida
E o que mais julgar necessário para proteção.
Qual o significado dos colares (guias) umbandistas?
Mediunidade
Ao estudarmos a mediunidade vamos abrir as portas do plano espiritual, e um mundo novo se abrirá a todos, por isto vamos iniciar nossos estudos, tomando principalmente consciência em nossos corações da presença sublime que
nos acompanha e protege e que chamamos "Anjo da Guarda"; assim na entrada'
da porta que separa o mundo da matéria do mundo espiritual vamos aprender a
estabelecer com este amigo laços fluídicos mais fortes, para termos proteção e ajuda a discernirmos aquilo que aprenderemos.
E o que é "Anjo da Guarda"?
E um espirito bem mais evoluido que o seu protegido e não tendo mais um
karma para si neste plano, assumem a missão de proteger e orientar um espírito do encarne ao desencarne e muitas vezes por várias encarnações sucessivas, são um adendo a nossa consciência, procurando nos intuir para o bem.Quanto mais próximos lhes permitirmos estar mais sua vibração natural formará um escudo de proteção fluídica a nossa volta. Este espírito jamais nos abandona e sua missão é velar, intuir pois acima de tudo ele é o guardião
de nosso espírito que está preso a matéria está a mercê do livre arbítrio e sofrendo as reações das ações passadas e presentes.
Porque estudar a mediunidade ?
Porque a mediunidade é uma séria responsabilidade assumida pelo espírito antes do reencarne e todo bom navegador consulta as cartas antes de largar ao mar. É um campo de estudo difícil e melindroso onde jamais devemos nos desviar da bússola da razão, pois estando presos a matéria difícil é distinguir com segurança em um campo fluídico onde se digladiam forças do bem e do mal. E por este motivo que devemos pedir em primeiro lugar a presença de
nosso "Anjo de Guarda" e jamais esquecer o ensinamento "orai e vigiai", pois a vaidade, o orgulho e a própria fantasia poderá levar um medium a mistificação, ao animismo e a traição a verdade.
E o que é a mediunidade ?
A mediunidade é a condição de um espírito encarnado através da sensibilidade receber e transmitir de diferentes formas, mensagens do plano espiritual, possibilitando o intercâmbio entre os dois mundos.
E o que é o médium?
É o elo de ligação entre o plano espiritual e o da matéria, um veículo que tanto será melhor quanto mais evangelizado esteja.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Umbandista em extinção

Se você, ao entrar em um terreiro, pede licença e saúda os assentamentos e firmezas da casa;
Se você, ao ficar diante de um Preto Velho se ajoelha e pede sua benção;
Se você, ao se afastar de um guia ou do altar, sai de costas e permanece de frente para o altar;
Se você, ao conversar com uma entidade, se curva e abaixa o olhar em sinal de respeito;
Se você, ao tomar um passe, agradece de coração a entidade que o atendeu;
Se você, ao ganhar de um guia um gole de sua bebida, pega sempre o copo com as duas mãos;
Se você, ao ser convocado para um trabalho difícil, não se envaidece e se prepara com amor;
Se você, ao ser corrigido por seu Pai/Mãe de santo não se enfurece, mas entende que é para sua evolução;
Se você, ao encontrar seu Pai/Mãe de santo, toma sua benção, seja onde fôr;
Se você, ao cantar determinados pontos de umbanda ainda se emociona como no início;
Se você, ao perceber um erro de alguém, não critica, mas procura orientar da forma adequada;
Se você, ao não entender um ensinamento ou doutrina, questiona, pergunta, ao invés de fingir que entendeu;
Se você, ao ouvir comentários desnecessários dentro do terreiro os ignora e não se envolve;
Se você, ao faltar a gira ou em algum trabalho, pede desculpas aos seus guias por sua falta;
Se você, ao fim de um culto ou trabalho fica feliz e ansioso pelos próximos;
Se você, ao se sentir fraco, busca a ajuda de sua casa ao invés de se afastar dela;
Se você, ao presenciar algum problema em sua casa, não se omite e toma as devidas providências, mostrando-se atuante;
Se você, se preocupa tanto com o seu próprio desenvolvimento quanto com o dos outros;
Se você, tem respeito e amor verdadeiro por sua casa e entende o quão é difícil, em vários momentos, mantê-la...
PARABÉNS POR SUA POSTURA, MAS CUIDADO, VOCÊ É UM UMBANDISTA EM EXTINÇÃO. CUIDE-SE BEM, PRESERVE-SE PRECISAMOS MUITO DE VOCÊ! ❤
quarta-feira, 21 de março de 2018
Mironga de Preto Velho
Minha filha tem muita mironga ainda a ser feita por este nego velho! E quando digo velho não me refiro à idade no corpo físico que indica a senilidade, mas me refiro à caminhada evolutiva, pois o Espírito em si não tem idade, não tem sexo e nem cor racial, embora, a sua aura demonstre o quanto já caminhou.
Muitos filhos podem inté perguntar: mas Pai Firmino com tanta modernidade e avanços tecnológicos o senhor ainda acha que mironga funciona?
O homem moderno é muito prático e não tem tempo pra essas coisas de mironga não!
E aí nego velho vai dizer prá suncês: é uma pena que os fios não tenham tempo para entender e sentir a mironga que esse nego fala.
A mironga que me refiro é aquela nascida de um coração que aprendeu na dor, a não desfazer da lei do amor!
A mironga que falo é aquela que esclarece o filho de fé na hora do falador a não contrair mais débito com a Lei de Zambi!
A mironga que tento ensinar aos filhos de fé é aquela que tem por aliada no serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo a humildade!
A mironga de nego velho é tentar dizer aos filhos que é melhor o entendimento do silêncio do que palavras ditas intempestivamente!
A mironga de preto velho é observar mais para saber agir evitando assim danos e sofrimentos alheios!
E suncês meus fios que estão nessa escola bendita com a professora mediunidade como é que estão fazendo a lição?
Quando estão na Terra os filhos só olham os fatos com a visão do agora, o que é um grande erro, pois esquecem que para o Espírito o ontem, o hoje e o amanhã sempre são vistos como momento presente.
Então meus fios aproveitem a oportunidade e ajudem aos negos velhos a fazerem suas mirongas: mirongas de paz, harmonia e de retirada dos quebrantos filhos do egoísmo, do ódio e da indiferença.
Naruê meu Pai!
Patacori Ogum!
Ogunhê!
Pai Firmino do Congo
Mensagem psicografada em 20/08/2006,
Mãe Luzia Nascimento.
A Culpa Foi do Obsessor
Legado de umbanda é sacerdócio
Onde cada um tem que cumprir sua missão
Muitos passam pelo terreiro...
Poucos são os que ficam vivenciando lição
Para muitos a escola Aruanda é boa
Quando atende aos seus anseios
Mas quando contraria ao que se quer
Valha-me Nossa Senhora, aí começa o desmantelo.
Tem filho de tudo quanto é qualidade
Tem até os que perderam a identidade
E no vaivém da vida deixa passar oportunidade
Eita povo mal-criado como faz complicadô
Bate cabeça no Conga, mas num se alembra de Nosso Sinhô.
Baiano de sua redinha olha os filhos que estão na corrente
Fico feliz quando encontro uma alma que não esta ausente
A Umbanda é boa baiano? E eu arrespondo: é sim senhor!
Mas prá trabalhar na umbanda num tem que ter cansador.
Tem filho injuriado e desconsolado também
Tem aquele que é sonhador e cá pra terra não vem
Prefere viver nas nuvens pra não machucar ninguém
Ainda tem o filho que faz birra feito criança mimada
Bastô a mãe levantar a voz já se acha injustiçada
Porque conselho dos guias e pró outros pra ela num serve nada!
Virgem minha Mãe Santíssima
Agora é baiano que num sabe quem tá errado?
Pois tem filho que avalia os outros, mas, num quer ser avaliado.
Leva a vida toda no aprendizado e adispois é reprovado
Não escolheu o amor como melhor opção
E daí passa o resto do tempo a fazer reclamação
No final diz que se enganou a culpa foi do obsessor!
E passa o resto da existência fazendo seu rezador
Lamuria, lágrima e arrependimento foi só o que ele lucrou.
Pois ao invés de trabalhar na Umbanda ele deu foi trabalhador!
É da Bahia meu Pai!
Salve o Senhor do Bonfim!
Baiano Zé do Coco
Em 27 de novembro de 2007
Médium Mãe Luzia Nascimento
Cocada Bichada Por Bagaço Inadequado
Na Bahia tem,
Tem lima, tem limão!
Na Bahia tem
Muitos baianos no chão...
Eita! minha moça esse tal de livre-arbítrio é patrimônio difícil de ser trabalhado por alguns filhos de Zambi.
Esse baiano daqui de minha redinha, fico a contemplar como os filhos gostam de complicar suas vidas e de agir equivocadamente.
Arbítrio significa sanção. E como tem filho fazendo sanções erradas! Quantas escolhas descabidas, quantas desnorteadas!
Toda vez que um filho age pelo impulso de sentimentos menores cai nas malhas da insensatez.
E olha que Zé do Coco, tá vendo muito filho se emaranhando no que não deve.
Não tenho uma linguagem rebuscada. Sou daquele que entende do coco que do seu bagaço dá uma boa cocada. Só que tenho visto muita cocada bichada por bagaço inadequado.
Eita! Seu livre-arbítrio como tem tanta gente que canta e decanta o senhor, mas não o usa corretamente.
Valei-me meu Senhor do Bonfim!
Valei-me minha Senhora dos Navegantes!
É da Bahia meu Pai!
Baiano Zé do Coco
Médium Luzia Nascimento
Em 03/10/2007
terça-feira, 10 de maio de 2016
O primeiro Preto Velho

Prece-poema a “Pai Benedito de Aruanda”

Meu bondoso Preto-Velho!
Aqui estou de joelhos, agradecido constrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas: ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:
"Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei e também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente um coisa via... terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita, que para nós era estafa, para o senhor era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que o nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim...
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que deviam matá-la... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou, e Benedito acabou...
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão".
(Escrito por Pai Ronaldo Linares, em 20 de Outubro de 1964
Linha e Arquétipo dos Pretos Velhos

Preto-velho na Cultura Brasileira e na Umbanda
Pai Antonio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na Religião de Umbanda em seu médium
Zélio Fernandino de Morais onde se estabeleceu a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Assim, ele abriu
esta “linha” para nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.
O “Preto-velho” está ligado à cultura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma
específica, pois dentro da Religião Umbandista este termo identifica um dos elementos formadores de
sua liturgia, representa uma “linha de trabalho”, uma “falange de espíritos”, todo um grupo de
mentores espirituais que se apresentam como negros anciões, ex-escravos, conhecedores dos Orixás
Africanos.
São trabalhadores da espiritualidade, com características próprias e coletivas, que valorizam o
grupo em detrimento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e
Vó Maria, por exemplo.
Milhares de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho despersonalizado do elemento
individual valorizando o elemento coletivo identificado pelo termo genérico “preto-velho”. Muitos até
dizem “nem tão preto e nem tão velho” ainda assim “preto velho fulano de tal”. A falta de informação
é a mãe do preconceito, e, no caso do “preto-velho”, muitos que são leigos da cultura religiosa
Umbandista ou de origem africana desconhecem o valor do “preto-velho” dentro das mesmas.
Preto é Cor e Negro é Raça, logo o termo “preto-velho” torna-se característico e com sentido
apenas dentro de um contexto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irrestrito seria
“Negro Velho”, “Negro Ancião” ou ainda “Negro de idade avançada” para identificar o homem da raça
negra que se encontra já na “terceira idade” (a melhor idade). Por conta disso alguns se sentem desconfortáveis
em utilizar um termo que à primeira vista pode parecer desrespeitoso ao citar um amável
senhor negro, já com suas madeixas brancas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem
sofrido, que na humildade da subjugação forçada e escrava encontrou a liberdade do espírito sobre a
alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo de encontro à
imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.
Alguns preferem chamá-los apenas de “Pais Velhos” o que é bonito ao ressaltar a paternidade,
mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que souberam passar
por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de orgulho em se
autoafirmar “nêgo véio” e ex-escravo; talvez assim se mantenham para que nunca nos esqueçamos
que em qualquer situação temos ainda oportunidade de evoluir. Quanto mais adversa maior a oportunidade
de dar o testemunho de nossa fé.
O “preto-velho” é um ícone da Umbanda, resumindo em si boa parte da filosofia umbandista.
Assim, os espíritos desencarnados de ex-escravos se identificam e muitos outros que não foram escravos,
nesta condição, assim se apresentam também em homenagem a eles, por tê-los como Mestres no
astral.
No imaginário popular, por falta de informação ou por má fé de alguns formadores de opinião, a
imagem do “preto-velho” pode estar associada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que
se assustam “com estas coisas”, pois não sabem que a Umbanda é uma religião, e como tal tem a
única proposta de nos religar a Deus, manifestando o espírito para a caridade e desenvolvendo o sentimento
de amor ao próximo. Não existe uma Umbanda “boa” e uma Umbanda “ruim”, existe sim única
e exclusivamente uma única Umbanda que faz o bem, caso contrário não é Umbanda e assim é com os
“Preto-velhos”, todos fazem o bem sem olhar a quem, caso contrário não é de fato um “preto-velho”,
pode ser alguém disfarçado de “velho-negro”, o “preto velho” trabalha única e exclusivamente para a
caridade espiritual.
São espíritos que se apresentam desta forma e que sabem que em essência não temos raça nem
cor, a cada encarnação temos uma experiência diferente. Os pretos velhos trazem consigo o “mistério
ancião”, pois não basta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e
reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evolutiva.
Quanto menos valor se dá a forma, mais valor se dá à mensagem, e “preto-velho” fala devagar,
bem baixinho; quando assim se pronuncia, todos se aquietam para ouvi-lo, parece-nos ouvir na língua
Yorubá a palavra “Atotô”, saudação a Obaluaê que quer dizer exatamente isso: “silêncio”.
Nas culturas antigas o “velho” era sempre respeitado e ouvido como fonte viva do conhecimento
ancestral. Hoje ainda vemos este costume nas culturas indígenas e ciganas. Algumas tradições
religiosas mantêm esta postura frente o sacerdote mais velho, trata-se de uma herança cultural
religiosa tão antiga quanto nossa memória ou nossa história pode ir buscar, tão antigos também são
alguns dos pretos-velhos que se manifestam na Umbanda.
Muitos já estão fora do ciclo reencarnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o
manto da ilusão da carne que nos cobre com paixões e apegos que inexoravelmente ficarão para trás
no caminho evolutivo.
Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos escravos eu os saúdo: “Salve
os Pretos Velhos! Salve as Pretas Velhas! Adorei as Almas! Salve nosso Amado Pai Obaluaê, Atotô meu
Pai! Salve nossa Amada Mãe Nanã Boroquê, Saluba Nanã!”.
Usamos para eles velas brancas ou bicolores, metade preta e metade branca, tomam café e
fumam cachimbo.
por Alexandre Cumino
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Volta, Caboclo!

impera a verdadeira caridade! Volta ao teu pegi de amor onde te aguardam, ansiosos, os teus filhos de
Salve Maria Padilha

O que Falta na Umbanda?

POMBA GIRA É OU FOI PUTA?!




